Buenas, que noite de estrelato pros gaudérios da fronteira!
Mas bah, tchê! A gurizada de Alegrete mostrou que nossa terra é mais que lavoura e boi – é celeiro de talentos que fazem a música gaúcha respingar energia por onde passam! Na noite de sábado (2), quando o sol já tinha se escondido atrás dos cerros e as estrelas enfeitavam o céu de Cruz Alta, o ginásio municipal estava mais apertado que bombacha em dia de chuva, com lotação que nem em final de Campeonato Farroupilha. Foi nesse cenário que nossos conterrâneos fizeram história na 45ª edição da Coxilha Nativista, um dos palcos mais respeitados da música regional gaúcha.
O Tempo e o Vento: a milonga que soprou mais forte que minuano
A composição ‘O Tempo e o Vento’, com letra que saiu da inspiração de Carlos Eduardo Nunes e melodia que brotou das cordas de Marcelinho Carvalho, foi interpretada pela dupla Fantinel e Filipi com a garra de quem conhece a alma do pampa. Quando a última nota ecoou pelo ginásio, os viventes presentes levantaram mais rápido que gado assustado com trovoada – aplausos de pé que reconheciam o talento dos nossos batutas! O reconhecimento veio em dose dupla, como mate bem cevado: além do troféu principal, os gaudérios ainda abocanharam o prêmio de Melhor Arranjo Vocal, mostrando que em Alegrete a qualidade vem por atacado.
Dobradinha de respeito: alegretenses também no vice-campeonato
E como se não bastasse levar o troféu principal, nossa querência ainda mostrou que tem fôlego de sobra. A milonga ‘Eternos’, interpretada pelo trio Adair de Freitas, Juliano Moreno e Cristiano Fantinel, com Filipi Coelho dando sustentação no contrabaixo como quem segura a cuia em roda de chimarrão, abocanhou o segundo lugar do festival. Foi mais uma prova de que o talento alegretense é como água de sanga em tempo de chuva: transborda por todos os lados! Como diz o ditado campeiro: ‘Em festa de gaudério bom, o primeiro e o segundo lugar têm o mesmo sabor de vitória!’
A Coxilha Nativista não é qualquer encontro de gaiteiros – é uma das maiores vitrines da música gaúcha, mais disputada que rodeio em tempo de festa. Ver os filhos do nosso pago levando o nome de Alegrete para o topo reforça o que já sabemos nas entranhas: nossa terra é berço de talentos que carregam a essência da cultura gaúcha no sangue, seja na composição das letras, na harmonia das melodias ou na interpretação que faz o peito apertar. É Alegrete mostrando que continua sendo referência cultural para todo o Rio Grande do Sul!
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que vive com uma gaita embaixo do braço e sonha em pisar nos palcos da Coxilha! A gurizada de Alegrete tá mostrando o caminho das glórias, tchê!
Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/alegretenses-vencem-a-45a-coxilha-nativista-em-cruz-alta/









