Quando o laço da lei pega firme
Buenas, vivente! Mas que baita operação aconteceu na tarde dessa segunda-feira (18), tchê! A Brigada Militar de Alegrete campeou e laçou três malandros que estavam mais atrevidos que cusco em churrasco de domingo. Os bagual, de 39, 33 e 31 anos, andavam carneando o gado alheio lá pelos campos da Cascata, quase 60 quilômetros longe do centro. Nem se deram conta que, em terra de gaudério, quem mexe com o rebanho dos outros acaba enfrentando a força da lei, e olha que ela veio mais ligeira que vento minuano.
A corrida e a fuzarca nos corredores do pago
Os produtores já andavam de orelha em pé, mais desconfiados que cachorro quando chega visita estranha. Imagine o desgosto: duas reses prenhas foram carneadas, levando só paletas e quartos, num prejuízo que deixa qualquer um com a cara mais triste que bombacha molhada em dia de inverno. E não era a primeira vez! Fazia apenas 15 dias que os mesmos campos tinham sido alvo desses abigeatários.
A Brigada, que não é de arriar as armas, bateu rédeas firmes até a Estrada da Cascata quando avistou uma S10 branca mais suspeita que forasteiro em festa de CTG. Os malandragens, vendo que o negócio ia ficar mais feio que briga de galo, resolveram sacar um rifle e abrir fogo contra os brigadianos! Mas bah, tchê! Foi aí que a coisa esquentou mais que chaleira em fogo alto. Os milicos revidaram no ato e saíram no encalço da caminhonete por quase cinco quilômetros, num galope daqueles que até o diabo se benze.
O laço da justiça que não falha
Depois de uma correria mais agitada que rodeio em dia de final, os três viventes acabaram enfim cercados, sem ter pra onde se bandear. Na carroceria da caminhonete, os policiais encontraram tanta carne que dava pra fazer um churrasco pro CTG inteiro! O rifle usado na tentativa de assustar os brigadianos e o próprio veículo foram recolhidos mais rápido que colheita em tempo bom.
Agora o trio vai ter que se acertar com a justiça, que não costuma ser muito camarada com quem mexe com o sustento dos outros. O crime de abigeato pode render de dois a cinco anos de cadeia, tempo suficiente pra esses gaudérios de meia-tigela aprenderem que, como diz o ditado da campanha: ‘quem rouba de quem trabalha, acaba dormindo na palha’.
A ação da Brigada Militar, comandada pessoalmente pelo capitão Gilmar Lançanova, mostrou que nossa Alegrete não dá sossego pra quem quer viver às custas do suor alheio. Pra nós, da fronteira oeste, o gado não é só fonte de renda – é tradição, é sustento, é o que mantém nossas famílias há gerações. Cada rês que se perde é um pedaço da nossa história que se vai. A comunidade campeira respira mais aliviada sabendo que tem quem zele pelos nossos campos com a mesma coragem dos antepassados que forjaram essa terra.
Compartilha esse causo com aquele compadre que trabalha no campo e sabe o valor de cada rês! Que a notícia corra mais ligeiro que gado em disparada pelos quatro cantos do nosso pago!









