Tropeada de mudanças no comércio local
Buenas, vivente! Lá se vão os tempos em que o Nacional abriu porteira em Alegrete, allá por 1990, quando muitos guris de hoje nem sonhavam em pisar este chão. Por mais de três décadas, o mercadão foi parceiro dos alegretenses, vendo o pago crescer e a gurizada se criar. Virou parte da paisagem como o Minuano que sopra nas manhãs de inverno. O supermercado, que já galopou com a bandeira do Walmart, depois se bandeou pro Advent International e, por último, tava sob as rédeas do Carrefour Brasil, agora encilha outro cavalo.
Quem assume as rédeas do armazém?
Mais ligeiro que cusco em dia de carneação, o Grupo Osmar Nicolini Comércio e Distribuição, que tem pouso em Bagé, bateu o martelo e arrematou 11 filiais do Nacional – incluindo nosso mercadão aqui da fronteira. A empresa bageense, que está completando 45 janeiros de existência, não é nenhuma guampa curta no ramo: figura entre as 100 maiores redes de supermercados do Brasil e trota no pelotão das dez maiores do Rio Grande. Espalhada por oito cidades, a tropilha do Nicolini já soma 17 lojas e dá serviço pra mais de 2 mil peões e prendas.
Entrevero de datas e o futuro dos funcionários
A prenda Elaine Muller Fagundes, presidente do Sindicato dos Comerciários, explicou como vai ser esse entrevero de mudança. O Nacional baixa as portas neste sábado (30), às 20h, e descansa no domingo e segunda. Já na terça-feira (02), o supermercado reabre as porteiras, mas agora sob as cores do Nicolini. No primeiro momento, vai ser uma abertura meio provisória, como quem testa o terreno antes de fincar estaca. Mais adiante é que vem a inauguração oficial do atacadão da rede bageense em nosso pago. E o que acontece com a peonada? ‘Todos os funcionários serão mantidos. Além disso, já estão sendo contratados novos colaboradores, pois a ideia é expandir o quadro de pessoal’, garantiu a presidente, mais firme que esteio de galpão. Os homens dos RH da Nicolini já estiveram por estas bandas, explicando como vai funcionar a contratação de novos viventes que queiram se juntar à lida.
Este capítulo que se fecha no comércio alegretense marca mais que uma simples troca de bandeira – representa a chegada de um grupo gaúcho de raiz que promete incrementar o varejo local. Para a comunidade, a manutenção dos empregos e a expansão do quadro trazem alívio num tempo em que trabalho anda mais escasso que água em tempo de seca. A chegada do Nicolini pode significar nova força para a economia local, mostrando que mesmo quando uma porteira se fecha, outra se abre para novos horizontes.
Compartilha esse causo com aquele compadre que ainda chama o mercado pelo nome antigo e continua dizendo ‘vou lá no Nacional comprar erva pro mate’!
Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/fim-de-uma-era-nacional-fecha-em-alegrete-apos-35-anos-de-historia/









