Bagual com lã no porta-malas
Buenas, vivente! Lá pelas bandas do interior de Alegrete, quando o sol já ia baixando no horizonte feito brasa de churrasco apagando, a guarnição da Patram tava mais atenta que cusco cuidando de porteira. Os soldados Oliveira, Gomes e Rafael cruzavam aquelas estradas de chão batido em patrulhamento ostensivo quando, de supetão, avistaram uma Ford Belina mais suspeita que forasteiro em festa de família. O veículo vinha ziguezagueando pelo caminho que nem formiga em trilha torta, chamando a atenção dos milicos de prontidão.
O entrevero da abordagem e a surpresa lanuda
Quando os brigadianos sinalizaram a parada, os quatro ocupantes da Belina ficaram mais brancos que ovelha recém-tosquiada! E não era à toa, tchê! Ao abrirem o porta-malas daquele veículo mais velho que banhado de fronteira, a surpresa: duas ovelhas vivas, apertadas que nem gente em ônibus de excursão, balindo desesperadas por socorro. Mas isso não era tudo! Junto com as pobres criações, um saco de ráfia guardava dois quartos de carne ovina e uma manta de charque que denunciava que aquela não era a primeira ‘carneada’ dos matreiros. Os bichos, coitados, estavam mais assustados que potro em primeira doma.
Da campanha à delegacia
Os quatro campeiros, mais enrolados que preá em arame farpado, foram primeiro levados à UPA pra um check-up básico – afinal, justiça sim, mas com saúde em dia. Depois do doutor confirmar que estavam mais fortes que invernada nova, o quarteto seguiu direto pra Delegacia de Alegrete, onde o delegado de plantão registrou a ocorrência com a seriedade de juiz em final de Freio de Ouro. As duas ovelhas sobreviventes, mais aliviadas que gado após temporal, foram resgatadas e levadas para local seguro. Como diz o velho ditado campeiro: ‘Quem carrega o alheio, acaba carregando a culpa nas costas’.
Este caso mostra que, na nossa querência alegretense, a Patram segue de olhos bem abertos, cuidando do que é nosso com a mesma dedicação do pastor com seu rebanho. Enquanto alguns tentam levar o que não lhes pertence, nossos brigadianos ambientais garantem que a lei da campanha seja respeitada, protegendo tanto os bichos quanto o sustento dos produtores que trabalham de sol a sol.
Compartilha esse causo com aquele compadre que acha que pode levar bicho do campo sem ninguém notar! Manda o link pros quatro cantos do pago – a gurizada precisa saber que em Alegrete, nem ovelha escapa dos olhos da Brigada!









