Poeira, metal e socorristas na estrada do pago
Buenas, vivente! O sol batia a pino, marcando meio-dia no relógio, quando o ronco dos motores virou estrondo no km 665 da BR-290, logo ali perto do acesso ao Plano Alto, em Uruguaiana. Mas bah, tchê! Foi um entrevero de lata que deixou cinco cristãos machucados, com dois deles lutando pela vida como touro em rodeio brabo. O asfalto, que costuma ser manso como água de sanga em dia de calmaria, virou palco de um causos daqueles que ninguém quer presenciar, nem de longe, nem por perto.
Baguais do volante na luta pela vida
Entre os cinco machucados, dois caminhoneiros foram os que mais sentiram o coice da má sorte. Um gaudério de 50 anos, nascido e criado lá nas bandas de Santa Maria, comandava um Volkswagen de grande porte quando o inesperado bateu à porta. Do outro lado da história, um filho de Uruguaiana, de seus 40 janeiros, pilotava um Mercedes-Benz que agora tá mais amassado que bombacha em dia de chuva. Os dois estão mais graves que cusco depois de briga de galpão, lutando por cada respiro na Santa Casa. Já o terceiro caminhoneiro, que pilotava um Scania possante, escapou com arranhões – assim como dois viventes que trafegavam num VW Spacefox com placa de Santana do Livramento, que passaram pelo susto mas sem mossas de maior gravidade.
Mobilização gaúcha para salvar os viventes
A correria foi grande como dia de marcação de gado! A gurizada do SAMU e os brigadianos do Corpo de Bombeiros chegaram ligeiros que nem vento minuano, trabalhando mais que formiga em dia de colheita para desencarnar as vítimas presas nas ferragens retorcidas. Depois de muito suor e trabalho de quem entende do riscado, todos foram encaminhados pra Santa Casa de Caridade em Uruguaiana, onde os doutores seguem na peleia pra garantir que ninguém cruze o portal antes da hora. Enquanto isso, a PRF mantém o trânsito funcionando no sistema ‘para e siga’, mais devagar que procissão em dia santo, esperando que a turma da perícia da Polícia Civil termine seu trabalho.
Nessas horas, o povo da fronteira mostra que solidariedade é como água do rio: corre forte e não tem quem segure. Enquanto as estradas do nosso Rio Grande seguem sendo palco de histórias que ninguém quer protagonizar, fica o alerta pros viventes que cruzam a BR-290: respeito ao volante é como respeito ao cavalo – quem não tem, acaba derrubado. A comunidade alegretense, que também usa esse trecho diariamente rumo à fronteira, aguarda com apreensão notícias sobre a recuperação dos feridos.
Repassa esse alerta pro compadre caminhoneiro que corta as estradas do pago todos os dias – quem sabe essa história salva uma vida por aí!









