O garrão do Estado chega no presídio da fronteira
Buenas, vivente! Lá pras bandas do presídio de Alegrete, o governo do Estado tá mexendo as paletas e botando a mão no bolso. Mais de 1,1 milhão de reais – dinheiro que não se conta em roda de galpão – estão sendo investidos numa reforma que promete terminar antes do galo cantar a chegada do ano novo. A Secretaria de Obras Públicas (SOP) tá tocando essa prosa, que vai desde arrumar as celas até deixar a rede elétrica mais firme que esteio de galpão. E não para por aí: estão preparando cantinhos pra trabalho e estudo, coisas que valem mais que ouro pra quem quer endireitar o caminho depois de tropeçar na vida.
Quando doutor de toga encontra grade e cadeado
No final de agosto, dia 29 pra ser mais exato que relógio de estação, o Juiz Rafael Echevarria Borba botou o pé no barro e foi conferir com os próprios olhos como anda a renovação do presídio. Não foi sozinho: levou junto a prenda Dra. Jo Ellen Silva da Luz, que preside o Conselho da Comunidade com a mesma firmeza de quem conduz uma invernada artística. Os dois galoparam pelos corredores, espiando as obras nas celas, no alojamento da UBS e na sala de aula que promete ser o cantinho da esperança. Agora, o Judiciário tá mais ansioso que cusco esperando dono, aguardando que o Estado autorize de uma vez a instalação da Educação de Jovens e Adultos lá dentro. Afinal, como dizem nas rodas de mate: ‘Quem aprende a ler, aprende a andar por outros caminhos’.
O pátio que não cresce e os viventes que não cabem
Enquanto isso, o administrador Paulo Henrique Bukowski segue comandando um presídio mais apertado que bombacha em dia de chuva. O coitado tem capacidade pra abrigar 69 presos, mas está sempre com 110 a 120 viventes se apertando por lá. É mais gente que em fila de churrasco de campanha! E tem mais: outros 250 filhos de Alegrete estão cumprindo pena longe do pago, espalhados em outros presídios do estado no tal do ‘rodízio’. É como ter que mandar o gado pra pastagem do vizinho porque o campo ficou pequeno. Essa reforma vai trazer dignidade e educação, e isso vale ouro. Mas a verdade crua como um minuano de inverno é que não resolve o problema do espaço, que segue mais apertado que carreta em dia de feira.
A reforma do presídio de Alegrete representa um passo importante para melhorar as condições dos apenados, especialmente com a possibilidade da chegada da educação através do EJA. Contudo, enquanto celebramos esse avanço, não podemos esquecer que a questão central da superlotação permanece sem solução. Com quase o dobro de viventes do que comporta e outros 250 alegretenses cumprindo pena longe do seu torrão natal, o problema só estará resolvido quando nosso presídio puder acolher dignamente todos os filhos desta terra que precisam pagar suas dívidas com a justiça.
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