Pilchas e Códigos: Quando a Lei vira Trova
Buenas, meu povo querido! Mas que coisa mais gaúcha aconteceu em nosso pago! No dia 16, o CTG Vaqueanos da Fronteira virou palco duma cena mais rara que vaca voadora: uma audiência crioula, onde a lei se vestiu de bombacha e o Código Penal ganhou sotaque campeiro. A Justiça de Alegrete, mais enfeitada que cavalo em dia de parada, reuniu a tropa de peso com o juiz Dr. Rafael Echevarria Borba, da Vara Criminal e Diretor do Fórum, a juíza Drª Caroline Concy, os promotores Eduardo Fagundes, Camila Félix Argenta e Lívia Menezes Simão, além da defensora pública Letícia Silveira Seering. Tudo isso com a plateia mais diversa que roda de chimarrão em domingo de chuva, desde o patrão do CTG, Adarino Guedes de Deus, o prefeito Jesse Trindade, vereadores, brigadianos e uma peonada tradicionalista que veio assistir ao causo.
O Entrevero na Estrada e a Caneta da Justiça
O caso era mais complicado que laço em dia de ventania: um vivente que, depois de erguer uns tragos mais do que devia, resolveu montar no carro e acabou batendo numa moto em pleno 2024. Deu-se o entrevero, com danos materiais e um susto maior que touro solto em loja de cristais! O gaudério, mais atrapalhado que cusco em dia de mudança, logo admitiu ter misturado volante com canha – pecado capital nas estradas do nosso Rio Grande. Mas o que poderia virar um processo mais comprido que inverno de pobre, acabou numa solução mais prática que bombacha com bolso. Por ser réu primário, mais manso que potro depois da doma, o condutor pagou a fiança, acertou os estragos da moto e se comprometeu a prestar serviços à comunidade.
Versos de Toga: A Sentença Virou Poesia
E foi aí que a coisa ficou mais gaúcha que churrasco em domingo: o Dr. Rafael Borba e a promotora Lívia Simão, mais inspirados que trovador em noite de lua cheia, proferiram a sentença em forma de versos! Uma tradição nas audiências crioulas que deixa o juridiquês mais saboroso que um bom carreteiro. A Defensoria Pública defendeu o vivente que, mais arrependido que peão que vendeu cavalo bom, reconheceu o erro de pronto. O acordo de não persecução penal saiu mais redondo que roda de carreta: o réu pagou o conserto da moto, a fiança foi pro Fundo de Penas Alternativas, e ele não precisará enfrentar um processo mais comprido que estrada de fronteira. Como bem destacou o juiz, o reconhecimento do erro foi fundamental – afinal, como diz o ditado campeiro: ‘quem confessa a culpa já andou meia légua no caminho da redenção’.
Esta audiência crioula não foi apenas um evento pitoresco, mas um exemplo de como a Justiça pode se aproximar da comunidade alegretense usando nossa própria linguagem e tradições. De Nova Prata a Lagoa Vermelha, passando por nossa querência, o Judiciário gaúcho mostra que a lei não precisa ser fria como minuano de inverno para ser respeitada. Quando a toga se veste de bombacha, a Justiça fica mais próxima do povo, sem perder seu rigor. É nossa cultura viva dentro das instituições, fazendo com que o respeito às leis seja parte do nosso orgulho regional.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que adora tomar uns tragos e depois quer pegar no volante! Quem sabe ele aprende que misturar canha com direção dá processo… ou pelo menos versos de juiz!








