De prosa pacífica a chumbo grosso
Mas bah, tchê! O sol já ia se recolhendo no horizonte de nossa querência quando um entrevero mais feio que cusco brabo estourou na pracinha do Saint Pastous. Era fim de tarde de domingo, horário que o cristão devia estar tranquilo tomando seu mate, quando dois viventes transformaram o que era pra ser um espaço de lazer em palco de um causo que vai correr de boca em boca. Por volta das seis e pouco da tarde, o que começou com palavras atravessadas terminou com chumbo riscando o ar e um guri de 25 janeiros caído com um furo na região da barriga.
Da poeira ao socorro às pressas
Os brigadianos, que foram chamados mais ligeiro que cavalo em disparada, chegaram no local e já não encontraram o autor dos disparos. Tinha sumido que nem terneiro em noite de temporal! A gurizada do bairro, mostrando aquela solidariedade que só se vê em gente de fronteira, não perdeu tempo em lamentação – pegaram o rapaz baleado e levaram até a UPA mais rápido que notícia ruim. Lá, os doutores trataram de fazer o primeiro atendimento. Por sorte, o estado do guri ficou estável, como me contou a equipe médica que atendeu o caso. Foi por pouco, tchê! Se o tiro pega dois dedos pro lado, o causo poderia ter virado velório.
A busca pelo atirador da Saint Pastous
Os milicos bateram perna por todo canto, mas do atirador nem sinal – sumiu como dinheiro em semana de festa! A Brigada revirou cada beco e biboca do bairro, mas o vivente que puxou o gatilho parece ter sido engolido pelo campo. O caso agora tá nas mãos da DPPA, onde os homens da lei vão campear até achar o responsável por esse atentado. Como dizem os antigos por essas bandas: “Quem deve, treme” – e uma hora a conta chega para quem resolveu transformar uma discussão em caso de bala.
Esse episódio de violência sacode nossa Alegrete num domingo que era pra ser de descanso. A pracinha do Saint Pastous, que deveria ser lugar de mate e prosa boa, virou cenário de um acontecimento que poderia ter terminado em tragédia maior. Por sorte, o rapaz baleado se recupera bem, mas fica o alerta: nossa comunidade alegretense precisa resolver suas diferenças na conversa, não no gatilho. Afinal, peleias se resolvem com palavra franca, não com chumbo grosso.
Compartilha esse causo com aquele compadre que acha que discussão se resolve na bala! De repente ele aprende que entrevero de verdade se acerta na conversa, não no estampido!
Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/jovem-e-baleado-apos-briga-em-praca-no-bairro-saint-pastous/









