Acalanto que vem do coração campeiro
Buenas, vivente! Enquanto a gurizada da cidade se entretém com os barulhos da modernidade, na UTI Neonatal da Santa Casa de Caridade de Alegrete, um silêncio de máquinas ganha, agora, o calor das notas musicais. A Escola de Música Musical Ibaldo acaba de dar início ao projeto ‘Acalanto’, mais especial que chimarrão em manhã de inverno. É uma proposta que leva a musicoterapia para os pequenos guerreiros que acabaram de pousear neste mundo, mas precisam de um cuidado especial antes de conhecer o campo aberto da vida. As primeiras sessões começaram esta semana, colocando nossa querência na vanguarda do tratamento humanizado, algo mais raro que bombacha de seda em dia comum.
A orquestra que faz os prematuros florescerem
A prenda Joseane Ibaldo, coordenadora do projeto, nos conta que essa ideia nasceu mais forte que a correnteza do Ibirapuitã: ‘A música humaniza o que a dor desumaniza. Ela traz o tempo do colo para dentro do tempo da máquina’, explica ela, com a sabedoria de quem conhece o poder de uma canção bem entoada. As sessões são conduzidas por baguais entendidos no assunto – profissionais de musicoterapia e um professor de técnica vocal – que levam instrumentos de som macio como um pelego novo: violão, flauta, teclado e percussão suave. Entre as incubadoras e monitores, eles criam uma atmosfera mais aconchegante que galpão em dia de chuva. O trabalho só virou realidade graças ao apadrinhamento de quatro viventes de coração grande: Marilene Campagnolo, Elizete Pilecco, Alessandro Paim e Guilherme Zinelli, que apostaram suas fichas nessa tropeada musical.
Medicina que não vem do frasco, mas da viola
Bah, tchê! A coisa não é só conversa fiada de gaudério, não! Tem ciência por trás dessa lida. Estudos mostram que a musicoterapia ajuda a estabilizar os sinais vitais desses pequenos, reduz a dor e favorece o desenvolvimento neurológico – algo mais valioso que ouro em pó. As sessões, que duram de 30 a 45 minutos e acontecem toda semana, transformam aquele ambiente hospitalar em algo mais acolhedor que um abraço de mãe. Entre canções de ninar e sons da natureza, até os pais são convidados a participar, fortalecendo o laço mais importante que um guri pode ter nessa vida. Como diria o velho ditado campeiro adaptado: ‘Criança que ouve música, cresce com a alma forte’.
A cada nota musical que ecoa na UTI Neonatal da Santa Casa, Alegrete mostra que é um povo que cuida dos seus com sensibilidade. Como bem disse a Dra. Marilene Campagnolo, responsável pela UTI: ‘Os benefícios da musicoterapia para os bebês são amplamente reconhecidos e debatidos em diversos congressos. Estamos muito felizes com essa implementação’. Com supervisão do Dr. Guilherme Zinelli, infectologista, que garantiu o cumprimento de todos os protocolos sanitários, o projeto ‘Acalanto’ não é apenas mais uma iniciativa – é a prova de que nossa terra gaúcha sabe que cuidar também é cantar, e que mesmo entre aparelhos médicos, há espaço para o carinho que só a música pode trazer.
Compartilha essa história linda pros gaudério de coração grande que tu conhece! Que essa iniciativa inspire outras querências a usar a música como remédio para a alma dos pequenos!









