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LAVOURA EM APURO: Crise do arroz ‘mais séria que seca em janeiro’ AMEAÇA os campos da Fronteira Oeste

De Alegrete para o mundo: nosso ouro branco enfrenta queda no consumo, preços em derrocada e lavouras com plantio mais atrasado que tropeiro sem relógio





O entrevero nos campos da querência

Buenas, vivente! O arroz, esse grão que é mais gaúcho que o próprio churrasco de domingo, tá enfrentando uma tormenta das grandes nos pagos da Fronteira Oeste. Os números mostram um cenário mais desolador que campo sem chuva: a saca que já foi o orgulho do produtor agora vale R$ 58,66 – uma queda de 0,79% só na última semana, 11,91% no mês e – segura o amargo do mate – 50,61% menos que no ano passado! É de deixar qualquer produtor mais caído que cavalo em dia de chuvarada, tchê.

De botas atoladas no plantio atrasado

Na lida das lavouras, a situação tá mais complicada que bombacha enroscada em arame. O plantio da safra 2025/26 segue num ritmo mais vagaroso que carreta em subida de coxilha. Segundo o relatório da Emater/RS-Ascar, apenas 12% da área total projetada no Rio Grande do Sul foi plantada até semana passada. E aqui nos campos de Alegrete, a coisa tá ainda mais apertada! Conforme Nilton de Oliveira, técnico do IRGA, plantamos menos de 1% da área projetada de 50.886 hectares. É menos movimento que em CTG em dia de semana! E ainda por cima, teremos uma redução de quase 3 mil hectares comparado com os 53.300 da safra passada, num sinal claro que o produtor tá pisando com cuidado nesse terreno instável.

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O gaúcho mudou o prato, e o arroz sofreu as consequências

Mas o que tá deixando o arrozeiro mais preocupado que cusco em tempo de foguete é a mudança no jeito de comer do brasileiro. Nos últimos 20 anos, o consumo caiu de 40 quilos por pessoa no ano para uns 30 quilos – uma queda de 25%! O povo agora tem menos tempo pra cozinhar que peão em dia de marcação, preferindo delivery e comida ultraprocessada. O tradicional arroz com feijão, mais gaúcho que tomar mate na beira do fogão, tá sendo deixado de lado. Como diria o velho ditado campeiro: ‘Quando muda o vento, tem que ajustar o poncho’. Denis Nunes, presidente da Federarroz, aponta outros vilões dessa história: dólar mais instável que potro xucro, juros nas alturas, estoques amontoados e a Índia entrando no mercado com mais força que vento minuano.

A crise do arroz não é só um problema de números em planilhas, é um baque na alma produtiva de Alegrete e toda região. Para enfrentar essa enchente de dificuldades, os produtores precisam ser mais criativo que tropeiro em dia de escassez – buscar novos cultivos, renegociar arrendamentos e até reduzir áreas de plantio. Enquanto isso, o setor todo cobra do governo federal uma fiscalização mais atenta que capataz em dia de lida nas importações e regras iguais para todos os competidores. Afinal, como diz o ditado das coxilhas: ‘Em tempo de crise, o arroz e o gaúcho mostram sua verdadeira fibra’.

Compartilha esse causo com aquele compadre produtor que tá quebrando a cabeça pra decidir o que plantar na próxima safra!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/reducao-do-consumo-e-queda-de-precos-sao-responsaveis-pela-maior-crise-no-arroz-dos-ultimos-tempos/


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