Bibliotecas escondidas mais valiosas que ouro em pala de cusco
Buenas, viventes! Hoje o cusco velho aqui vai prosear sobre uma riqueza que não se guarda em laço nem bombacha, mas em folhas de papel. O Dia Nacional do Livro chegou trazendo reflexões mais profundas que água de sanga em tempo de chuvarada. Em nosso Alegrete, terra de poetas e prosadores, temos preciosidades literárias mais bem guardadas que churrasco em dia de visita. A Biblioteca do Centro Cultural Adão Ortiz Houaiss segue firme como esteio de galpão, mas há um tesouro ainda mais escondido que batida de coração de tamanduá: a biblioteca que guarda as obras de Oswaldo Aranha. Um acervo tão importante que até a Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul mandou seus peões literários pra fazer a catalogação das obras, numa lida mais delicada que domar potro xucro.
A gurizada, os livros e o galopar da tecnologia
O doutor Nelson Carús, que além de curar corpos também escreve causos, bate o martelo mais firme que juiz em rodeio: ‘É urgente que as escolas incentivem a leitura, pois muitos, por desconhecimento, opinam e falam sem saber o que estão dizendo — e isso é triste’. Com preocupação mais pesada que garupa carregada, o médico escritor alerta que essa geração apressada como cavalo em disparada pode não superar os mais velhos: ‘O conhecimento é a moeda de maior valor’, diz ele, com a sabedoria de quem já viu muita geada nessa vida. Por essas bandas, todas as escolas mantêm seu cantinho dos livros, como quem preserva a tradição do chimarrão, sabendo que ali estão guardadas histórias mais ricas que campo após chuva boa.
Das páginas de papel às telas: a resistência do livro
O professor Valdoir Dutra Lira, mais gaúcho que cerrando em CTG, traz uma reflexão que vale mais que gado premiado: ‘Vivemos em tempos digitais, com e-books e tantas outras tecnologias, mas o livro impresso continua marcando gerações, com seu saber eternizado no papel’. Segundo o gaudério das letras, mesmo com toda a modernidade invadindo mais rápido que vento minuano, o livro segue sendo a fonte mais pura de sabedoria, como água limpa de vertente. E encerra sua prosa com uma verdade mais bonita que entardecer na fronteira: ‘Ler, para muitos, é um ato de prazer; para outros, de resistência. Para mim, é um ato de liberdade — uma forma de viver, aprender e ensinar entre saberes’. É como dizem os antigos: quem tem um livro tem uma porteira aberta pro mundo.
Em tempos onde a pressa corre mais ligeira que tropilha em disparada, Alegrete segue guardando seus tesouros literários com o mesmo cuidado que protege suas tradições. Os livros, como sentinelas silenciosas de nossa história, continuam sendo, para os alegretenses, não apenas objetos de papel, mas portais para mundos que ampliam nossos horizontes para além das coxilhas. Como comunidade, temos o dever de manter viva essa chama da leitura, passando de geração em geração como quem passa o mate em roda de amigos.
Compartilha esse causo com aquele compadre que sempre tem um livro na mão ou com o guri que passa mais tempo no celular que cusco em porta de açougue! A tradição da leitura precisa circular como mate em roda de galpão!









