Do Capão do Angico pro mundo – a arte que acolhe a gurizada
Buenas, vivente! Enquanto o sol de primavera batia na porteira do Capão do Angico, a gurizada da Turma 31 do 3º ano da EMEB Fernando Ferrari cruzou a soleira do ateliê do Chapéu Preto no dia 6 de novembro. Como um cusco que recebe o dono com festa, o artesão alegretense abriu as portas para mais uma rodada de visitantes mirins. Mais acostumado com a presença dos guris e gurias que uma cuia de mate na roda da manhã, nosso artista usa esses encontros pra mostrar como transforma ideias em arte, apresentando seu processo de trabalho e as peças que mantém em seu pago criativo.
Visita mais esperada que chuva em janeiro
Mas tchê, a semana ainda guardava uma surpresa mais especial que sobremesa em domingo de churrasco! No dia 9 de novembro, quem apareceu no rancho do Chapéu Preto foi a Embaixatriz de Turismo do Rio Grande do Sul, a prenda Ana Flávia de Lima, que veio dos campos de Santo Ângelo para conhecer o trabalho do nosso artista. A moça, que estava na região para a inauguração de um pórtico turístico em Santa Maria, fez questão de trotar até Alegrete para conhecer o ateliê que tanto admirava. Mais contente que gaudério em dia de fandango, o Chapéu Preto recebeu a ilustre visita como quem recebe um presente há muito esperado.
Da tela do celular pro Capão do Angico
Durante o chimango, Ana Flávia revelou que já vinha campeando o trabalho do artesão pelas estradas digitais há tempos. A Embaixatriz, mais antenada que antena de rádio em dia de jogo do Flamengo, disse que acompanhava as criações e o dia-a-dia do Chapéu Preto pelas redes sociais. O artesão, que coleciona histórias como quem junta arreios antigos, fez questão de registrar a visita no seu caderno de memórias, onde guarda cada pessoa importante que cruza a tranqueira do seu ateliê. Como diria o velho ditado campeiro: ‘Arte boa corre campo e acha seu destino, mesmo quando o caminho é longo’.
Assim segue o ateliê do Capão do Angico, transformado em paradouro de gente de todo o Rio Grande do Sul. Entre peões, prendas, estudantes e agora uma Embaixatriz, o Chapéu Preto segue firme como um velho umbu, mantendo as portas abertas para quem quiser conhecer a arte que sai das suas mãos e leva um pouco da alma alegretense para o mundo. Com cada visita, nosso município ganha mais visibilidade no mapa cultural e turístico do estado, mostrando que em Alegrete, arte e tradição galopam juntas pelo mesmo campo.
Compartilha esse causo com aquele amigo que vive dizendo que Alegrete não tem atrativos turísticos! Mostra pra ele que nossa arte chama atenção até de embaixatriz!









