O dia em que o Império baixou a guampa
Mas bah, tchê! Faz 135 anos que o Brasil deu uma volta mais radical que ginete em rodeio! No dia 15 de novembro de 1889, enquanto o chimarrão esquentava nas rodas do sul, lá no Campo de Santana, no Rio de Janeiro, o Marechal Deodoro da Fonseca e seus comparsas estavam preparando um entrevero dos grandes. Montado em seu cavalo como bom gaúcho que se preza, o Marechal chegou mais decidido que tropeiro em dia de feira e botou um ponto final na Monarquia que vinha governando nosso território desde que o Brasil era apenas um guri.
Os motivos que fizeram o cusco latir
A história é mais enredada que pelo de ovelha em arame farpado, tchê! Não foi só por capricho que a Monarquia caiu. Os militares andavam com a cara mais franzida que bombacha molhada, os cafeicultores mais inquietos que potro xucro, e a elite urbana mais insatisfeita que compadre sem churrasco no domingo. Um dos motivos que fez o sangue ferver foi a Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel apenas um ano antes, libertando os escravos. Para os barões do café, aquilo foi mais dolorido que pisada de esporas – queriam indenização pelo fim da escravidão e não ganharam nem um ‘muito obrigado’. E assim, com mais arranjos que baile de CTG, os descontentes se juntaram para virar a mesa do Império.
Da República da Espada aos dias de hoje
O entrevero político deu início ao que chamamos de República Velha, e nos seus primeiros anos, foi mais conhecida como República da Espada – mais militarizada que desfile de Sete de Setembro! De lá pra cá, nossas plagas já viram passar 38 presidentes (ou 39, dependendo de como se conta, mais enredado que história de pescador), cada um deixando sua marca no pago brasileiro. Deodoro iniciou a prosa, e muitos viventes depois dele seguiram o fio da história, entre altos e baixos, como trilha de serrano. Como diria o velho ditado campeiro: ‘Quem não sabe de onde veio, não sabe pra onde vai’. Por isso é bom lembrar desse pedaço da nossa história.
O Rio Grande sempre foi berço de ideias republicanas, tchê! Enquanto celebramos esse marco que moldou o Brasil que conhecemos hoje, nós de Alegrete – terra de bravos e de fortes tradições – seguimos valorizando nossa história. A República que nasceu há 135 anos continua sendo construída dia após dia em cada rincão deste país, lembrando que, assim como no pampa, o horizonte da democracia não tem fim.
Compartilha esse causo histórico com aquele professor de História que conhece mais causos do Brasil que china velha conhece erva pra chá!









