Buenas trova e cantoria no terreiro da educação
Mas bah, tchê! O dia 17 amanheceu especial na querência alegretense quando a OAB local abriu as porteiras do Projeto Origens, mais esperado que chuva em janeiro. O evento reuniu a gurizada das escolas Dr. Lauro Dorneles, Demétrio Ribeiro e EMEB Honório Leme, que chegaram mais ansiosos que potro em dia de doma. A cerimônia começou com o Coral Vozes Negras da Escola Demétrio Ribeiro que, sob a batuta da professora Joceana Teixeira, entoou o Hino da África do Sul – ‘Deus Abençoe a África’ – com uma afinação mais bonita que entardecer na campanha.
Da música ao letramento: um galopeio cultural que emocionou a todos
Com o coração mais galopante que cavalo em cancha reta, os guris e gurias do coral seguiram encantando os presentes com interpretações de ‘Olhos Coloridos’, de Sandra de Sá; ‘Canto das Três Raças’, de Clara Nunes; ‘Se Acaso Você Chegasse’, do nosso conterrâneo Lupicínio Rodrigues; e ‘Histórias para Ninar Gente Grande’, samba-enredo da Mangueira que fez sucesso em 2019. Era de arrepiar mais que vento minuano! Na sequência, o Dr. Marcio Montes D’Oca, presidente da Subseção de Alegrete, bateu um papo mais franco que mate em roda de amigos, falando sobre a importância destes eventos para nossa comunidade.
Prosa séria e coração aberto: a luta antirracista no pago alegretense
A conversa ficou mais profunda que raiz de umbu quando o Dr. Sivens Carvalho pegou a palavra para falar sobre letramento racial. E a Dra. Caroline Dornelles Medeiros, presidente da comissão da Igualdade Racial de Alegrete, trouxe uma reflexão sobre empoderamento e combate ao racismo nas escolas que deixou todo mundo mais pensativo que tropeiro em noite de sereno. A gurizada participou atenta, provando que nosso pago está criando uma geração que entende que respeito é igual a churrasco bem feito – não tem como ficar sem.
O Projeto Origens, na Semana da Consciência Negra, plantou sementes de igualdade mais valiosas que ouro em nosso chão alegretense. Com a união da OAB local, escolas e comunidade, nossa querência mostra que, assim como no chimarrão, a roda da igualdade deve passar por todos, sem distinção. Este é o caminho para um Alegrete onde o respeito às origens de cada um seja tão natural quanto o nascer do sol nos campos do pampa.
Compartilha essa prosa pro compadre que acredita num futuro mais igualitário que a roda de chimarrão, onde todos são bem-vindos! O Alegrete que respeitamos é feito dessas histórias!









