Proseando com quem compra e quem vende
Buenas, vivente! Setembro chegou trazendo aquele ventinho que agita as bandeiras do comércio alegretense. Dia 15 é o Dia do Cliente, data que é mais importante que truco em roda de amigos para quem vive do comércio. Pegamos as rédeas e saímos a campear pelas lojas da cidade pra entender o que os compradores buscam e como os comerciantes tratam esse povo que é mais importante que água no meio do verão: os clientes.
A prenda Alda Neves, que gosta de garimpar bons negócios, nos contou que anda sempre de olho aceso nas promoções, mas fez questão de ressaltar que o jeito de atender vale tanto quanto o preço na hora de voltar numa loja. É como diz o ditado da campanha: não adianta ter o melhor produto se o atendimento é mais frio que minuano em julho.
Os segredos de quem entende do rodeio comercial
Amira Kaled Maruf, que comanda um estabelecimento de roupas como quem dirige uma tropa bem adestrada, foi certeira ao apontar os três pilares pra manter a clientela mais fiel que cusco de estância: qualidade nas mercadorias, preço que não deixa o bolso chorando e um atendimento mais caloroso que fogão a lenha em dia de inverno.
‘Os clientes são o motivo de abrirmos as portas todos os dias. Por isso buscamos trazer modelos atualizados e com preços que não façam o vivente arregalar os olhos’, garantiu ela, com a sabedoria de quem conhece os caminhos do comércio.
Já o casal Clenera Guterres Marques e Romário Marques, desses que conhecem loja boa só de passar na frente, contaram que andam atrás de roupas caprichadas, que sigam as tendências sem perder a tradição, e um atendimento que faça a gente se sentir em casa. Eles recordaram, com cara de quem provou chimia azeda, que às vezes chegam em certas lojas e encontram os atendentes mais entretidos na prosa entre eles do que prestando atenção em quem entra – coisa que deixa qualquer cliente mais contrariado que touro em dia de marcação.
A peleia para conquistar o coração (e o bolso) dos fregueses
O compadre Olavo Borges, gerente de um dos estabelecimentos, fez questão de destacar que o cliente é tratado como patrão lá no seu rincão comercial. Contou que a peonada (os funcionários, para os de fora) está sempre em treinamento, aprendendo a lidar com o público melhor que domador experiente com potro xucro. E já aproveitou pra alardear que as promoções de pilchas masculinas e calçados já começaram, numa semana que promete ser mais movimentada que estrada em véspera de feriado.
Nos tempos de hoje, onde tem mais loja que formigueiro tem formiga, conquistar e manter cliente virou uma arte mais refinada que trançar um tento de couro. Não basta ter produto bom – é preciso estratégia mais pensada que jogada de xadrez, criatividade de sobra e fazer o cliente sair contando o causo da compra por onde passa.
O Dia do Cliente virou um ensaio para a Black Friday, como quem faz um treino antes do grande rodeio. Os comerciantes de Alegrete que entendem isso estão preparando o terreno com carinho, testando suas promoções e afinando o atendimento. Das 15 dicas que circulam entre os lojistas, as que mais chamam atenção são criar campanhas com a cara da loja, usar todos os meios pra falar com o cliente, ouvir o que o povo tem a dizer, facilitar o pagamento e, acima de tudo, nunca prometer o que não pode entregar – que isso é pior que dar palavra de gaúcho e não cumprir. Nossa querência alegretense só tem a ganhar quando o comércio entende que cliente bem atendido volta sempre, trazendo outros de carona, como boiada que aumenta no caminho.
Compartilha esse causo com aquele amigo comerciante que vive perguntando como melhorar as vendas no segundo semestre!









