O entrevero nos trilhos da velha ferrovia
Buenas, vivente! Lá pelos lados da ponte férrea, aquele monumento de ferro que cruza nossa querência como uma cicatriz antiga no lombo do pampa, um drama mais tenso que relho novo se desenrolou ontem. Uma guria do bairro Saint Pastous, da zona leste de nossa cidade, foi vista sentada num dos pilares da ferrovia, com os pés balançando pro vazio, numa altura capaz de gelar o sangue até do mais valente dos campeiros. Do lado dela, uma amiga de apenas 13 janeiros, mais paralisada que novilho em tempestade de raio, não conseguia fazer nada além de testemunhar aquele momento difícil.
Entre o céu e a terra, uma prosa de salvação
Os milicos chegaram mansos, como quem se aproxima de potro arisco. A guria, que depois contou que faz tratamento com doutor da cabeça, falava coisas sem rumo, como rio sem margem. ‘Chamem os bombeiros e o SAMU’, ordenou um dos fardados, enquanto tentavam acalmar a situação só na base da prosa. Mas quando viram que o caso estava mais feio que briga de cusco brabo e que a guria se projetava mais pra borda que gambá curioso, não tiveram dúvida. Num movimento mais sincronizado que dança de CTG em domingo de rodeio, o soldado Glasenapp agarrou a jovem pelo braço, e num segundo passo de bailado, o soldado Ricardo a firmou como quem segura rédea em cavalo em disparo. Foi tudo mais rápido que vento minuano em dia de inverno!
A tropilha de anjos de farda
Depois da ação dos brigadianos, os bombeiros chegaram a galope. O Sargento Cadona e o Soldado Tavares, mais atentos que cusco em dia de carneada, levaram a guria pra um canto seguro. Logo em seguida, a gurizada do SAMU, a técnica Viviane e o socorrista Gideão, mais preparados que tropeiro antes de viagem, prestaram os primeiros cuidados e levaram a jovem pra UPA. Até a Guarda Municipal marcou presença, completando aquele esquadrão de anjos de farda. Vale lembrar que o tal do Soldado Ricardo não é novato em salvamentos – já tirou dois gurizinhos pequenos de apuros em outras ocasiões. Como diz o ditado da campanha: ‘Quem nasce pra ser laçador, não se perde nas voltas do laço!’
Esse caso, mais emocionante que final de Campeonato Gaúcho, mostra que em nossa Alegrete, quando a vida de um vivente está por um fio mais fino que crina de potro, a integração entre Brigada Militar, Bombeiros, SAMU e Guarda Municipal funciona como uma boa tropa, cada um fazendo sua parte. Quando um dos nossos está à beira do precipício, os guardiões da querência não medem esforços para trazer de volta pro rodeio da vida.
Compartilha esse causo com aquele amigo brigadiano ou bombeiro que não mede esforços pra salvar vidas no nosso pago! Esses heróis de bombacha merecem nosso reconhecimento!
Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/policiais-militares-salvam-adolescente-na-ponte-ferrea-em-alegrete/









