O pago se veste de prosa e verso
Mas bah, tchê! Se prepare para afinar a garganta e lustrar as botas, porque de 26 a 28 de setembro o Largo do Centro Cultural vai virar uma verdadeira invernada de talentos. O 17º Canto Farroupilha e o 11º Cantinho Farroupilha vão transformar nosso pedaço de chão em palco para as mais lindas toadas nativistas que esse rincão já viu. É mais certo que tiro de laço em domingo de rodeio que o evento vai reunir os melhores gaiteiros, violeiros e trovadores da região, num entrevero musical que promete ser mais animado que cusco novo em dia de festa campeira.
Quem tá por trás desse fandango de respeito?
A Prefeitura de Alegrete, mais parceira que bombacha em dia frio, está puxando a fila desse bailão cultural. A gurizada da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer tá mais atarefada que formigueiro em véspera de chuva, organizando cada detalhe. E não tão sozinhos nessa lida não! O pessoal do SESC também arregaçou as mangas e entrou de cabeça no projeto, numa parceria mais firme que nó de laço bem dado. Juntos, estão preparando um evento para mostrar que o talento da nossa gente é mais abundante que água em banhado depois da chuvarada.
Três dias para mostrar que tradição se renova
Os artistas locais já tão mais ansiosos que potro em véspera de doma, afinando os instrumentos e ensaiando as composições. O festival vai abrir espaço para que nossos compositores e intérpretes mostrem que o talento alegretense é mais genuíno que chimarrão em roda de prosa. Serão três dias onde a identidade gaúcha vai ecoar mais forte que berro de touro em campo aberto, mostrando que nossa cultura musical segue firme como tronco de angico. Como diz o velho ditado campeiro: ‘Quem canta seus males espanta, mas quem canta no Canto Farroupilha, seus talentos espalha!’
O 17º Canto Farroupilha e o 11º Cantinho não são apenas festivais, são a prova viva de que Alegrete segue sendo um celeiro de artistas e defensores da tradição. Mais que um evento no calendário, esses três dias representam a resistência cultural da nossa gente, que mantém viva a chama do orgulho gaúcho mesmo nos tempos modernos. É o jeito alegretense de dizer que nossa música, nossa poesia e nossa identidade seguem mais fortes que nunca, ecoando pelos quatro cantos da fronteira oeste.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que não perde uma oportunidade de mostrar o dom da viola! Marca o vivente que tem a voz mais afinada que galo em manhã de geada e convida ele pra esse fandango de respeito!









