A cena que gelou até o coração dos brigadianos
Mas bah, tchê! O que os homens da Brigada Militar encontraram naquela casa foi de revirar as tripas de qualquer cristão. Num cenário mais triste que rodeio sem música, jazia um pobre cusco com a barriga aberta e marcas de faca, como se algum desalmado tivesse passado a lâmina sem dó nem piedade no bichano. E não parou por aí! Outro cachorro, mais assustado que potro em dia de primeira doma, foi achado escondido num buraco, tremendo que nem vara verde.
O vivente e suas desculpas mais furadas que bombacha velha
Um homem de 63 janeiros, mais conhecido na região pelos seus entreveros com a lei do que pela lida honesta, foi apontado como o tutor dos animais. Quando questionado, o sujeito apresentou uma história mais mal contada que causo de pescador: disse que o cachorro tinha sido atropelado. Ora, vivente! Atropelamento agora virou golpe de faca? A Brigada não engoliu essa prosa e levou o indivíduo, mais enrolado que carretel de linha, direto pra DPPA. Lá, a delegada Fernanda Mendonça ouviu o depoimento do sujeito e, por não haver elementos suficientes para prisão em flagrante, liberou o homem, mas garantiu que o caso será investigado com o rigor que merece.
A indignação que corre solta como vento minuano
Os vizinhos, mais revoltados que touro em tarde de verão, não seguraram a língua ao falar com as autoridades. Contaram que esse não seria o primeiro entrevero do sujeito com os bichinhos – dizem as línguas que há um histórico de maus-tratos, embora isso ainda precise ser confirmado pelos homens da lei. O que se sabe com certeza é que o tal vivente já teve arranca-rabo com a justiça por delitos contra o meio ambiente, entre outras tropelias registradas em seu nome. Ver aquele pobre cusco com a barriga arrancada deixou a vizinhança mais unida que roda de chimarrão em tarde de domingo, todos clamando por justiça para o animal que não pode mais se defender.
Esse caso triste mostra que, em nossa querência alegretense, ainda temos muito que avançar na proteção dos animais. Enquanto a investigação segue seu rumo nas mãos da delegada, a comunidade permanece de olho atento como campeiro em tempo de trovoada. Afinal, em terra de gente de bem, quem maltrata bicho não pode ficar impune – ou como diz o ditado gaúcho: ‘Quem maltrata animal não merece respeito de gente’.
Compartilha esse causo com aquele amigo que não tolera injustiça contra os bichos! A voz da querência precisa ser ouvida quando se trata de defender quem não pode se defender!









