Da porteira da imaginação ao galpão do conhecimento
Mas bah, tchê! No rincão do Bairro Centenário, uma prenda de primeira linha, a Marcele Fávero Almeida, presidente mais dedicada que cusco em dia de churrasco, mantém de pé uma iniciativa que faz os olhos da gurizada brilharem mais que estrela em noite de campo. Desde 2022, a tal casinha literária – um pequeno galpão das letras – vem acolhendo livros e sonhos numa parceria mais bonita que entardecer na fronteira, reunindo o Coletivo Multicultural e a Biblioteca Pública Municipal Mário Quintana. E não é que a gurizada vem se bandeando pro mundo das letras?
Um rodeio de histórias que atrai a gauchada miúda
O ponto literário, cuidado com mais zelo que bombacha nova em domingo de missa, virou o xodó da região. Os guris e gurias do Centenário andam mais curiosos que potrilho em porteira aberta, sempre campereando os novos livros que chegam a cada semana, renovando o acervo mais ligeiro que vento minuano. A casinha colorida, que parece ter saído dum causo antigo, tornou-se parada obrigatória da gurizada depois da escola. ‘É uma alegria ver como as crianças cuidam dos livros e voltam sempre por mais’, conta a presidente Marcele, com orgulho estampado no rosto.
Tropilha de leitores cresce mais que milharal no verão
Firme como palanque em terra seca, a iniciativa segue seu troteio pelo caminho da educação, trazendo cada vez mais pequenos leitores para sua roda. A presidente do bairro não se cansa de agradecer à comunidade pelo respeito com o acervo – comportamento mais exemplar que tropeiro em dia de desfile. Os livros vão e vêm, passando de mão em mão com o mesmo cuidado que se tem com cuia de mate em roda de amigos. Como diz o velho ditado campeiro: ‘Quem planta letra, colhe sabedoria’. E lá no Centenário, a safra está mais farta que campo após chuva boa!
Esta pequena casinha literária representa muito mais que um simples ponto de troca de livros – é um farol cultural que ilumina o futuro da gurizada alegretense na Zona Leste. Enquanto muitos rincões sofrem com a falta de acesso à cultura, nossa querência mostra que basta um bom projeto, parceria e dedicação para transformar a realidade de um bairro inteiro. Que outras iniciativas assim brotem pelo nosso pago, espalhando conhecimento como semente ao vento!
Compartilha esse causo com aquele compadre professor que acredita no poder dos livros para transformar vidas! A gurizada do Centenário agradece!









