Mais gente que em dia de fandango
Buenas, vivente! Num dia que o sol brilhava mais forte que fivela de prenda em dia de rodeio, o Feirão de Emprego de Alegrete reuniu uma tropilha de gente esperançosa. De um lado, empresas sedentas por mão de obra boa; de outro, uma fila de candidatos mais comprida que espera em dia de feriado no Caverá. O IFFar, as escolas técnicas e o Instituto Mix estavam de plantão, orientando a gurizada na arte de fazer um currículo caprichado. As profissionais do Instituto não cansavam de repetir: ‘Muita gente ainda não sabe dizer o que quer da vida, tchê! E qualificação? Tá mais rara que chuva em janeiro!’
O entrevero das contratações
A CAAL apareceu com força total, com a psicóloga Miriene Argemi Lopes mais atenta que capataz em dia de marcação. A cooperativa tava campereando gente pra safra na área industrial, além de manter um Banco de Talentos pra Jovem Aprendiz e PCDs. Já nos supermercados, a história é outra. Matilde Coelho, do RH do Stock Center, contou um causo que todo patrão conhece: ‘Contratar até contratamos, mas segurar o vivente no emprego tá mais difícil que domar potro xucro’. A rotatividade no setor tá maior que cardápio de churrascaria! A Escola Emílio Zuñeda também marcou presença, anunciando que logo, logo abrirá matrícula pra cursos técnicos de nível médio – daqueles que o mercado anda procurando mais que agulha em palheiro.
O laço da esperança
Jeferson Bruning, coordenador do FGTAS/Sine, bateu o martelo: ‘O campo tá gritando por mão de obra, mas não acha!’. Com a voz mais firme que esteio de galpão, ele anunciou um projeto pra 2026, parceria com a Prefeitura e o Senai, que vai oferecer cursos pras áreas mais carentes da cidade. ‘Padeiro, costureira, pedreiro e mecânico são profissões com futuro garantido em Alegrete, mas faltam candidatos como água no deserto’, destacou o homem. Na fila, os causos se multiplicavam. A gurizada mais nova reclamava que, sem experiência, tá mais difícil conseguir emprego que tirar água de pedra. ‘Pedem experiência até pra quem nunca trabalhou’, lamentou um guri, com a cara mais triste que cavalo em dia de chuva. Mas o coordenador trouxe uma notícia boa: com as festas chegando, o comércio, serviços, logística e indústria devem abrir vagas temporárias – com chance de efetivação maior que gol em final de campeonato!
O Feirão de Emprego mostrou que, na nossa querência, a lida não tá fácil, mas também não falta esperança. Entre empresas como CAAL, Pilecco Nobre, Minerva e Stock Center, além de parceiros como Senac, CDL e universidades, o evento foi um marco na busca por dias melhores para nosso povo. As vagas do Sine (três para pedreiro, auxiliar de manutenção predial, oficial de manutenção e operador de pá-carregadeira) são só a pontinha da oportunidade que pode mudar a vida de muitos alegretenses. Como dizem os antigos: ‘Quem procura acha, e quem se prepara, acha primeiro!’
Compartilha esse causo com aquele amigo que anda campereando emprego há tempos! Quem sabe ele não acha uma porteira aberta nessas oportunidades do nosso pago?









