Mas bah, tchê! O que tá acontecendo?
Mas bah, tchê! No dia dedicado aos comerciantes, fica claro que o cenário tá mais complicado que a vida de galo em torneio. Em nossa querida Alegrete, muitos trabalhadores do setor estão sentindo o peso do tempo.
O vivente Sílvio Gedel, conhecido nos pagos pela sua empresa, a Casa de Carne Santo Antônio, nos confidencia que até a boa carne tá difícil de vender. Com a safra de soja em queda, o dinheiro circula menos que cusco em dia de chuva. ‘As pessoas se apertam com 100 reais para comprar carne, mas saem com sacola mais vazia’, lamenta o próprio.
Personagens e causos do dia
Cristina, a prenda que comanda o Butiquim Café, herança da mãe que começou há 33 anos, diz que o movimento tá pior que na época da pandemia. A falta de dinheiro na cidade parece ser o maior inimigo, algo que ressoa entre todos os comércios.
A dona de uma loja de confecções na Rua Dos Andradas ainda destaca os perrengues de quem paga aluguel – os preços parecem se segurar mais firme que palanque em banhado, não caem por nada, enquanto impostos e custos só aumentam.
Desfecho com lição gaudéria
Regina Cambraia, massagista e depiladora de mão cheia, tirou o pé do aluguel e levou seu negócio pra casa. Antes, com 200 pila, enchia o carrinho; agora, se empilha apenas uma sacolinha. ‘Não tá fácil pro comércio em geral.’ Diz ela com a sabedoria de quem já enfrentou troço pior. Afinal, como o ditado gaudério nos lembra: ‘Na vida e no comércio, quem não cai do cavalo não aprende a montar.’
A realidade que se apresenta para os comerciantes em Alegrete é um reflexo do que acontece em muitas querências pelo Rio Grande. A esperança, como bem sabemos, é parceira forte do gaúcho, e de braço dado com o trabalho, há de reformar essa sina.
Espalha essa notícia pros bagual da tua roda de mate! Todo mundo precisa saber dos desafios dos nossos comerciantes!









