Corrida mais afoita que potro xucro
Buenas, vivente! Lá se ia a tarde desta sexta-feira (10) morrendo no horizonte da fronteira oeste quando os brigadianos e a PRF armaram uma operação mais organizada que formigueiro. Na altura da BR-290, no território alegretense, dois veículos vinham trotando juntos, parecendo mais combinados que dupla de dança no CTG. Uma Ducato com chapa de Itapema (SC) e um Clio de Viamão (RS) formavam a dupla que, ao receber ordem de parada, disparou numa carreira mais ligeira que cusco correndo de temporal.
Perseguição de 30 quilômetros que nem história de tropeada
Mas que barbaridade, tchê! Os motoristas, mais teimosos que burro empacado, não quiseram saber de ordem e saíram em disparada pela estrada, num galope que durou trinta quilômetros. A Polícia Rodoviária Federal não afrouxou e, como bom campeiro que não desiste do laço, acionou os parceiros do Comando Rodoviário da Brigada Militar. Logo os brigadianos montaram um cerco mais apertado que bombacha nova.
Cada veículo se bandeou para um lado diferente, como bois que fogem do rodeio. A Ducato, perseguida pela PRF, acabou se enfiando numa propriedade rural e atolou num lamaçal mais pegajoso que melado em dia de calor. O piloto, mais ligeiro que gato em telhado quente, abandonou o veículo e sumiu pelos matos feito tatu na toca. Do mesmo jeito fez o condutor do Clio, que deixou o carro pra trás e se embrenhou na vegetação, mais escondido que dinheiro em dia de prestação.
O tesouro contrabandeado que deixaria até chimango de boca aberta
Quando os homens da lei abriram a Ducato, encontraram um carregamento mais impressionante que enxame de abelha: mais de 25 mil maços de cigarro paraguaio! Uma carga que faria qualquer contrabandista da fronteira coçar a cabeça de espanto. A mercadoria, mais ilegal que bolicho sem alvará, estava toda amontoada no compartimento do veículo, trazida sem pagar os tributos devidos ao nosso Brasil.
Os policiais, com a paciência de quem escolhe o melhor pedaço do churrasco, vasculharam a região em busca dos fugitivos, mas os malandros conheciam o terreno como a palma da mão. Nem sinal dos guris! Sumiram feito geada no sol do meio-dia.
Assim termina mais um capítulo da luta constante contra o contrabando que assola nossa fronteira. Os dois veículos e toda aquela carga de fumo paraguaio foram enviados para a Polícia Judiciária em Uruguaiana, onde vão seguir o rumo que a lei determina. Para nós, alegretenses, fica a certeza de que nossas forças de segurança seguem alerta, mais atentas que capataz em dia de marcação de gado. Enquanto os contraventores seguem inventando artimanhas, nossos brigadianos e federais mostram que não é qualquer um que passa batido por essas bandas.
Compartilha esse causo com aquele compadre que sempre diz que ‘na fronteira nada acontece’! Se o vivente fuma, quem sabe até comprou um desses sem querer…









