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JOVEM ABSOLVIDO após defender honra da mãe em ENTREVERO com padrasto no Bar Brasil

Nas terras de Alegrete, a justiça falou mais alto que o código penal quando a querência familiar estava em jogo





Mais brabo que touro em porteira fechada

Buenas, vivente! Lá pelas bandas do Bar Brasil, aqui na nossa Alegrete, um causo de respeito aconteceu quando o sol já havia se recolhido além do horizonte pampeano. Um guri de apenas 18 janeiros, mais brabo que cusco em dia de carneação, não aguentou ver a honra da progenitora ser pisoteada e partiu pro entrevero com o padrasto. O fato, que deixou a comunidade mais agitada que formigueiro em dia de chuva, ocorreu na noite de 6 de fevereiro, quando as estrelas já enfeitavam o céu alegretense e o relógio marcava 21h18.

Quando o sangue ferve mais que água de chimarrão

O Conselho de Sentença, comandado pelo juiz Rafael Echevarria Borba com a firmeza de um peão em rodeio, escutou atentamente a defesa do rapaz. Segundo os relatos que correram mais ligeiro que notícia em roda de mate, o padrasto teria dito que a mãe do guri estava ‘estragada’ e merecia ‘murros’. Palavras que cortam mais fundo que faca de chaleira! Não aguentando tamanha ofensa, o jovem fez o que muitos talvez fariam pra defender a querência familiar: avançou com um facão contra o homem, acertando-lhe o pescoço e as costas. A vítima, mais machucada que cavalo após tropeço em pedreira, precisou ser socorrida às pressas.

A justiça campeira tem olhos de águia

O promotor defendeu que o rapaz estava mais descontente com o namoro da mãe que tropeiro em dia de chuva forte. Mas a defesa, firme como palanque em terra seca, mostrou que o guri agiu em defesa da progenitora, que vinha sofrendo agressões havia tempo. Mesmo tendo sido preso em flagrante e ficado recolhido até o julgamento, o jovem encontrou na justiça alegretense a compreensão que buscava. O Conselho de Sentença, depois de ponderar como quem escolhe o melhor gado em feira, decidiu pela absolvição do guri, entendendo que, como diz o ditado da campanha: ‘quem protege a mãe, protege o que há de mais sagrado no pago’.

Esse causo mexeu com os brios de nossa Alegrete, levantando debates acalorados nas rodas de chimarrão sobre os limites entre a defesa da família e a justiça com as próprias mãos. Por enquanto, fica a lição que nas terras da fronteira oeste, a defesa da honra materna ainda fala forte nos corações e nas decisões judiciais, mostrando que nosso povo carrega valores que vêm desde o tempo dos avós.

Compartilha esse causo com aquele amigo que sempre diz que defenderia a mãe a qualquer custo! A prosa vai render mais que cuia em roda grande!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/juri-em-alegrete-absolve-jovem-acusado-de-tentar-matar-padrasto/


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