O xerife que não dormia enquanto o crime velava
Buenas, vivente! Lá pelos anos de 2014, Alegrete recebeu um delegado mais determinado que touro em porteira aberta. Adriano Linhares, um gaúcho de Caçapava do Sul, desembarcou na Delegacia de Polícia com a disposição de quem não se entrega nem pro minuano mais cortante. Por um ano inteiro, o homem coordenou operações que desmantelaram quadrilhas de tráfico como quem desmonta um galpão velho – peça por peça, sem deixar um prego de pé. Depois dessa primeira temporada, seguiu campereando bandidos na Delegacia Regional, substituindo o delegado Álvaro Pereira, que pendurara o chapéu após anos de serviço. Por mais três invernos, Linhares seguiu deixando sua marca na região, com uma postura mais firme que estaca de acampamento crioulo.
Operações na madrugada e o laço certeiro contra abigeato
Mas bah, tchê! As operações contra os traficantes e abigeatários foram o carro-chefe do delegado. Linhares não era homem de dormir enquanto o crime velava – quantas vezes os alegretenses ouviram no rádio que mais uma quadrilha tinha caído na rede do delegado após uma investigação que entrava pela madrugada afora? O homem não media esforços pra dar resposta ligeira pra comunidade, mais rápido que cusco correndo atrás de viajante. Os bandidos tremiam mais que vara verde quando ouviam seu nome, e a população aplaudia cada vez que o noticiário anunciava: ‘Delegado Linhares prende mais um bando de malfeitores’. As quadrilhas que roubavam gado nas propriedades rurais também conheceram seu rigor – pra ele, abigeatário tinha que conhecer o gosto amargo da justiça.
De brigadiano a xerife da fronteira: a carreira de um combatente
A história desse campeiro da lei começou longe dos pagos alegretenses. Natural de Caçapava do Sul, Linhares iniciou a peleia contra o crime em 1992, quando vestiu a farda da Brigada Militar. Depois, como quem muda de encilha mas não de montaria, passou pra Polícia Civil, alcançando o posto de delegado em 2010. ‘Trabalhei em Cachoeira do Sul, Erval Seco, Tenente Portela, Palmeira das Missões, Alegrete, Uruguaiana, depois numa Força-Tarefa de repressão ao abigeato que deu origem às DECRABs, além de Caxias do Sul, Caçapava do Sul, Departamento de Homicídios em Porto Alegre, Bento Gonçalves e, atualmente, Santana do Livramento’, conta o próprio, numa lista mais comprida que ficha de premiações em rodeio crioulo. Agora, desde novembro de 2024, o delegado campeia bandidos na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Santana do Livramento, levando o mesmo espírito guerreiro que mostrou em Alegrete para os pagos da fronteira. Lá, segue de prontidão contra o tráfico e o abigeato: ‘O Rio Grande do Sul não produz drogas, mas o tráfico tenta expandir o crack e a cocaína que vêm de outros países. Nossa prioridade é impedir que esses grupos avancem pela fronteira’, afirma com a mesma convicção de quem defende os valores da tradição gaúcha.
Quase dez anos depois de ter deixado nossas terras, o nome de Adriano Linhares ainda ressoa nos corredores da delegacia e nas rodas de mate de Alegrete. Como um bom guardião da fronteira, segue na lida diária, agora em Livramento, combatendo os mesmos males que ameaçam nossos pagos: o tráfico que destrói famílias e o abigeato que, nas palavras do próprio delegado, ‘além da crueldade com os animais, desvaloriza propriedades produtivas e coloca em risco a saúde da população’. Para nós, alegretenses, fica o legado de um homem que não se dobrava ao crime e que fez história em nossa terra – um xerife de verdade, daqueles que os antigos contam em volta do fogo, quando o assunto é coragem e determinação.
Compartilha esse causo com aquele compadre que sempre diz que não existem mais delegados de respeito como antigamente! A história desse xerife da fronteira merece correr pelos quatro cantos do pago!









