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De DOUTORA a FLORISTA: Alegretense encontra no VERDE o remédio contra a depressão que nenhuma FARMÁCIA vendia

Das salas acadêmicas da UFPel para as flores da querência, conheça a transformação de uma buena pesquisadora que trocou os tubos de ensaio por orquídeas no coração da fronteira oeste





Quando o minuano da pandemia varreu os planos

Buenas, vivente! Lá pelos pagos de 2020, quando aquele tal de coronavírus se alastrou mais ligeiro que notícia ruim, a vida da alegretense Bruna Vargas cambaleou que nem carroça em estrada de pedregulho. A guria, que carregava nas costas o peso de ser pesquisadora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), viu o mundo virar de pernas pro ar, mais desarrumado que galpão depois de fandango. Moça estudiosa, dessas que sempre campeou conhecimento com a garra de um cusco atrás de rastro, começou a sentir o corpo e a alma pesando mais que carreta atolada em dia de chuvarada.

O entrevero silencioso que ninguém enxergava

Mas bah, tchê! O que ninguém sabia é que por trás daquela prenda de aparência firme como esteio de galpão, crescia um medo brabo por causa dos problemas respiratórios que já carregava antes mesmo da pandemia se adonar do mundo. A gurizada via só a doutoranda dedicada, mas por dentro, a tristeza ia tomando conta mais sorrateira que raposa em galinheiro. Em 2022, numa viagem a trabalho, sozinha como potranca desgarrada, Bruna encarou uma verdade mais dura que costela mal assada: estava cansada de viver. Foi o momento em que decidiu pegar as rédeas da situação e procurou ajuda médica, recebendo o diagnóstico que muitos temem mais que assombração: depressão. Largada de sua terra, morando em Pelotas, teve a companhia do noivo (hoje esposo) que foi amparar a prenda naqueles tempos de tempestade.

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Da sombra do laboratório para o sol das flores

Se a vida dá voltas mais complicadas que laço de campeiro experiente, Bruna provou que tem jeito pra desfazer os nós. Cansada das exigências da academia, onde o reconhecimento era mais raro que chuva em janeiro, a guria decidiu mudar os rumos do seu tropel. Inspirada pela tia florista e pela paixão por orquídeas, decidiu abrir sua própria invernada de cores e aromas: a Garden Flor e Café, aqui mesmo na querência de Alegrete. Mais determinada que domador frente a cavalo xucro, transformou o sonho em realidade, mesmo quando a dúvida tentava apear seus planos. Como diz o ditado das antigas: ‘Quem tem coragem pra começar, já tem metade do caminho andado’.

Hoje, a alegretense que carrega no currículo os títulos de Tecnóloga em Agroindústria, Mestre e Doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos, agora soma com orgulho as funções de florista e confeiteira. Da terra da Academia para a terra das flores, Bruna Vargas mostra que, às vezes, a cura que buscamos nos livros e laboratórios pode estar esperando no singelo desabrochar de uma flor. A história dessa guerreira do pampa ensina que cuidar da saúde mental é tão importante quanto um bom chimarrão nas manhãs frias – reconforta a alma e renova as forças para seguir a lida.

Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que anda cabisbaixo e precisa lembrar que depois da tormenta sempre vem a bonança!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/doutora-encontrou-na-floricultura-o-melhor-remedio-para-combater-os-males-da-depressao/


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