Quando a Canha Vira Desgraça no Pago
Buenas, vivente! A lua já tava alta e o silêncio reinava no bairro Ibirapuitã, quando dois gaudérios que dividem o mesmo teto por conta do serviço resolveram botar mais lenha na fogueira do que o necessário. Lá pelas bandas da meia-noite e meia, enquanto a maioria dos alegretenses já estava no décimo sono, a dupla de colegas de lida estava mais alterada que touro em tempo de rodeio, virando garrafas como se não houvesse amanhecer. O ar foi ficando pesado que nem céu antes de temporal, e o que começou com conversas atravessadas logo se transformou num entrevero dos grandes.
Do Grito ao Aço Desembainhado
A discussão entre os dois peões foi esquentando mais que água de chimarrão em chaleira velha. O mais moço, um guri de 24 anos, já vendo que o baile ia virar tiroteio, se bandeou pro quarto e se deitou, pensando que a tormenta tinha passado. Mas o colega, um bagual de 26 janeiros, estava com sangue nos olhos, mais brabo que cusco em dia de banho. Num repente, enquanto o rapaz descansava na cama, o companheiro surgiu sorrateiro como raposa em galinheiro, empunhando uma faca mais afiada que língua de comadre. Foi aí que o entrevero virou tragédia, quando o ferro frio encontrou carne quente, num ataque que só não virou velório por obra do destino.
A Justiça Campeira Não Falha
Mais ligeira que potro em campo aberto, a Brigada Militar chegou ao local assim que foi chamada. Encontraram a casa em polvorosa e o agressor ainda com a arma na mão, mais perdido que gringo em rodeio. Os brigadianos, sem dar chance pro azar, algemaram o gaudério violento e recolheram a faca que serviu de instrumento pro quase crime. A vítima, por sua vez, foi encaminhada às pressas pra receber os cuidados que o caso pedia. Como dizem os antigos por essas bandas: ‘quem planta vento, colhe tempestade’. E foi assim que o facínora, em vez de voltar pro aconchego do travesseiro, foi direto pra DPPA, onde recebeu a etiqueta de tentativa de homicídio – uma marca que não se apaga com água de chuva.
Este causo triste que manchou o amanhecer de domingo no Ibirapuitã serve de alerta pra toda a querência: quando a cachaça fala mais alto que a razão, o resultado raramente é bom. A comunidade alegretense, conhecida por sua hospitalidade e camaradagem, se vê novamente diante do reflexo amargo que a violência deixa. Enquanto a Polícia Civil segue investigando os pormenores desse entrevero, fica a lição de que nem toda diferença precisa ser resolvida na ponta da faca.
Compartilha esse alerta com aquele compadre que vira valente depois da quinta dose de canha! Quem sabe assim evitamos outra tragédia no nosso pago!









