Home / Agronegócio / TEMPO VAGABUNDO CASTIGA as HORTAS e faz preço das verduras DISPARAR mais que cavalo xucro no RS

TEMPO VAGABUNDO CASTIGA as HORTAS e faz preço das verduras DISPARAR mais que cavalo xucro no RS

Depois do dilúvio, agora é a falta de sol que atrapalha a lida na terra alegretense, deixando a gurizada das hortas com as mãos atadas e o bolso do consumidor mais vazio que cuia em roda grande





Quando o sol resolve tirar férias e a natureza cobra a conta

Mas bah, tchê! O tempo anda mais esquisito que cusco em dia de trovoada no Rio Grande do Sul! Depois de enfrentar as enchentes que lavaram nossos pagos, agora é a falta daquele sol amigo que tá deixando os produtores de verduras com a cara mais franzida que bombacha mal lavada. Nas últimas semanas, o céu cinzento, as garoas teimosas e aquele friozinho que corta até os pensamentos se juntaram numa conspiração contra as folhosas da nossa terra. As plantinhas, coitadas, ficaram mais amareladas que chimarrão de segunda-feira, sem aquela luz solar que é mais importante pra elas que bombacha pra gaudério em dia de rodeio.

O bolso do gaúcho sente o tranco quando as folhas escasseiam

E não pense que isso ficou só na porteira da chácara, não! O vivente alegretense já tá sentindo o impacto quando cruza as portas do supermercado. Segundo o levantamento das Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa/RS), entre 5 de julho e 7 de agosto, o preço das verduras deu um pulo mais alto que ginete em montaria. O molho do agrião que custava R$ 1,70 agora tá R$ 2,50 (aumento de 130%), a alface crespa disparou de R$ 1,00 pra R$ 2,92 (um salto de 191,67%), o brócolis subiu de R$ 2,92 pra R$ 4,17 (42,86% a mais), o molho da couve dobrou de valor, de R$ 2,00 pra R$ 4,00 (100%), e o espinafre também não ficou pra trás, passando de R$ 1,67 pra R$ 2,92 (75%). Nos mercados de Alegrete, a história se repete: as verduras estão mais caras que ingresso de final de rodeio, mas mesmo assim o povo segue comprando, porque verde no prato é tradição que gaúcho não abre mão.

alegretetudo-a-producao-de-verduras-e-legume-no-assentamento-hortas-e1755690053390

Luz no fim do túnel ou mais nuvens no horizonte?

O coordenador Técnico da Olericultura da Emater/RS-Ascar, Gervásio Paulus, explicou que o problema vem desde junho, quando o sol começou a se fazer de rogado, aparecendo menos que político depois das eleições. ‘Uma vantagem para as folhosas, pois são culturas de ciclo curto, entre 25, 40 dias’, destacou o especialista, lembrando que nem sempre o frio é vilão nessa história – às vezes até ajuda, tchê! Mas se as previsões do tempo estiverem certas, vem mais água por aí, o que pode complicar a situação. Os produtores estão mais apreensivos que cavalo em dia de trovoada, mas com aquela esperança típica do campeiro que sabe que depois da tormenta sempre vem a bonança. Como diz o ditado da campanha: ‘Não há tempo ruim que não se acabe, nem sol que não volte a brilhar no horizonte gaúcho’.

Enquanto o sol não resolve mostrar sua cara de vez, o jeito é o alegretense se preparar para pagar um pouco mais pelo verde que colore a mesa e fortalece a saúde. Os pequenos produtores da nossa região seguem na lida diária, mostrando aquela resistência que só o povo gaúcho tem – a mesma que já enfrentou enchentes, secas e todo tipo de intempérie. Essa é mais uma prova de que a agricultura não é só plantio e colheita, mas uma dança constante com a natureza, onde quem sabe se adaptar sobrevive e quem entende dos ciclos prospera, mesmo quando o céu resolve fechar a cara.

Compartilha esse causo com aquele compadre que sempre reclama do preço das verduras no mercado e não sabe o que acontece antes delas chegarem na prateleira!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/dias-sem-sol-prejudicam-a-producao-as-verduras-e-preco-sobe-em-boa-parte-do-rs/


Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *