Primeira noite já entrou pra história do pago
Buenas, tchê! A primeira noite do Festival Alegretense da Canção caiu como chuva boa em campo seco – revigorando a alma cultural da nossa querência! O Centro Cultural Adão Ortiz Houayek ficou mais lotado que CTG em final de rodeio, com o grupo Samba de Moça abrindo os trabalhos às 19h30min de sexta-feira. As prendas do conjunto, numa formação só de mulheres mais valentes que tropa de égua xucra, emocionaram a gauchada com um tributo à Marília Mendonça que deixou muito vivente de olho marejado. O céu de Alegrete, mais colorido que bombacha nova em domingo de missa, parecia abençoar aquele início de festival que já virou tradição na Fronteira Oeste.
Hoje é dia de entrevero musical dos grandes
E a lida segue, tchê! Neste sábado (15), a partir das 19h30min, o Centro Cultural vira palco de mais um entrevero musical de fazer inveja a qualquer capital. A noite abre com Zuli trazendo um tributo ao Elton John, com aquelas canções que são mais conhecidas que estrada velha. Depois, nove composições escolhidas a dedo vão mostrar que por estas bandas o talento corre solto feito cavalo em campo aberto. Das melodias intimistas às letras reflexivas, temos uma mistura mais rica que um bom carreteiro domingueiro. Os compositores Diogo Laroque, Robledo Carlos, Bruno Kohl, Bê, Guilherme Mendes, Roberto Tubino, Raycar Motta, Thiago Simon e Luiza Morais de Azevedo vão provar que Alegrete tem talento de sobra pra dar e vender. Cada apresentação promete ser mais marcante que rastro de bota em barro molhado!
O grand finale com o embaixador da música gaúcha
E pra fechar a noite com chave de ouro – ou melhor, com chave de prata como uma bomba de chimarrão bem trabalhada – quem sobe ao palco é o bagual Duca Leindecker! Mais esperado que chuva em janeiro, o gaudério traz aquela música gaúcha contemporânea que conquistou o Brasil inteiro. A conexão dele com o público alegretense promete ser mais forte que laço bem trançado, num show que deve arrancar mais aplausos que gineteada bem feita. O Festival segue mostrando por que carrega no peito o título de evento mais querido dessas bandas da Fronteira Oeste, mais tradicional que mate ao entardecer e mais esperado que a primeira mangueira de outono.
O Festival Alegretense da Canção não é apenas um evento musical – é a própria alma de Alegrete cantando em verso e prosa, é nossa identidade cultural mais viva que nunca. Do samba que homenageia Marília Mendonça aos clássicos de Elton John, das composições locais ao show do Duca Leindecker, o FAC segue unindo gerações e provando que nossa querência é um verdadeiro celeiro cultural. Como dizem por aqui: ‘Quem tem música no sangue, tem Alegrete no coração!’
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que sempre diz que ‘na nossa cidade nunca tem nada’! Mostra pra ele que o Festival Alegretense da Canção tá mais vivo que nunca, tchê!









