Banco dos réus mais quente que brasa de churrasco
Buenas, meu povo! O tribunal de Alegrete amanheceu mais tenso que domingo de rodeio com os tios do pequeno Márcio encarando a justiça, num caso que mexe com as entranhas da nossa comunidade. Com a brabeza do sol castigando lá fora, os dois réus chegaram no final da manhã, mais apreensivos que gado em dia de trovoada, para sentar frente a frente com o magistrado. A tia do guri, com a voz mais trêmula que coxilha em dia de minuano, alegou que cuidava do pequenininho, dividindo até mesmo fraldas e frutas entre o sobrinho e a própria filha. Mas logo confessou que vivia com mais medo do cunhado que cusco em dia de foguetório, dizendo que as ameaças eram constantes como chuva em tempo de enchente.
Entre o amor pelo sobrinho e o pavor do irmão
O tio do menino Márcio, por sua vez, largou um depoimento que deixou a corte mais silenciosa que campo em madrugada de geada. Com os olhos marejados feito açude em tempo de chuvarada, declarou que tinha afeição pelo sobrinho, afirmando que, se pudesse, teria ficado com a guarda do guri. Porém, jurou de pé junto que não avistou os hematomas no corpinho da criança, e admitiu que tinha mais receio do irmão que tropeiro de precipício. Foi aí que o vivente soltou a bomba: disse que seu próprio irmão, pai de Márcio, seria parte de uma facção, citando nomes de outros membros e manifestando temor pela própria vida, mais assustado que cavalo em meio a temporal. ‘Agora temo pela minha segurança e da minha família’, disse o homem, admitindo que não interveio por medo, mas que chegou a alertar o irmão sobre o estado de saúde do menino.
A tragédia que enlutou nosso pago
A desgraça que nos assola remonta a agosto de 2020, quando o pai da criança, Luis Fabiano Jaques, que trabalhava numa propriedade rural, teria agredido o filho na região da cabeça numa noite de 13 de agosto. Depois, o homem se bandeou para a campanha a trabalho por uns dias, deixando o pequeno Márcio, que nem bem completara 2 aninhos, aos cuidados do irmão e da companheira dele. Como se não bastasse a agressão, o casal não buscou socorro médico para a criança que definhava feito plantinha sem água. O estado de saúde do guri foi piorando mais rápido que geada queimando pasto, até que a morte o levou em 17 de agosto de 2020. Segundo o laudo pericial, mais claro que água de vertente, o pequeno morreu de hemorragia subdural e edema cerebral por causa de trauma na cabeça. Durante o processo, veio à tona que as agressões teriam acontecido porque a criancinha cumprimentou um cliente do tio e porque teria se urinado – motivos mais fúteis que promessa em tempo de eleição.
Por volta das 14h desta quarta, o cenário ficou mais quente que fogo de churrasco quando o promotor Rodrigo Piton apresentou argumentos pedindo a condenação, seguido pela promotora Rochelle Jelinek, que reforçou as razões para punir os acusados. Depois disso, foi a vez do advogado de defesa, Élvio Silva Valle, tentar a sorte na defesa dos réus. Como dizem nas estâncias de nossa Alegrete: ‘Quem não socorre um pealo em perigo é tão culpado quanto quem derruba’. O caso segue mobilizando nossa comunidade, que espera que a justiça, mesmo que tarde como queijo de coalho, não falhe com a memória do pequeno Márcio.
Compartilha esse causo com aquele amigo que diz que a justiça é cega mas não deveria ser manca! A proteção das nossas crianças começa pela coragem de não se calar!









