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JUSTIÇA CAMPEIRA: Bagual é CONDENADO por varetear vizinho após briga por cerca em Alegrete

Tribunal do Júri da querência manda campeiro pras grades por 21 anos após entrevero que começou com uma vaca e terminou em tragédia nos confins do Rincão





O Entrevero na Estrada do Rincão

Buenas, vivente! Lá pelos campos do Rincão do Vinte e Oito, onde o vento minuano faz a dança das coxilhas, um causo triste virou capítulo final no Tribunal do Júri de Alegrete. Nesta quinta-feira (30/10), mais demorado que promessa de político em tempo de seca, o desfecho de uma história que começou há 15 anos finalmente chegou. Um homem foi condenado a 21 anos de cadeia, em regime mais fechado que porteira de estância em dia de temporal, pela morte do seu vizinho de cerca. O Juiz Rafael Echevarria Borba, da Vara Criminal, bateu o martelo com a força de quem marca gado em dia de marcação.

Da Cerca Rompida ao Sangue Derramado

A história começou simples como um mate cevado, mas terminou amarga que nem chá de quebra-pedra. Segundo o Ministério Público, que apresentou a denúncia mais firme que esteio de galpão, o crime aconteceu lá por 13 de abril de 2011, quando o sol mal tinha espantado a geada da campanha. Foi na Estrada Rincão do Vinte e Oito, nos confins de nossa querência, que Francisco Munhoz Baddo encontrou seu destino final, atravessado por diversos golpes de faca desferidos pelo vizinho desafeto. O pobre cristão não resistiu aos ferimentos, partindo deste mundo por causa de hemorragia interna e traumatismo craniano mais devastadores que enchente em tempo de São Pedro brabo.

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A Vaca, a Cerca e o Desfecho Fatal

Mas tchê, e qual foi a centelha que incendiou esse fogo de campo seco? Conforme contaram as testemunhas, mais tensas que corda de violão em fandango, tudo começou por causa de uma cerca divisória da propriedade do réu que teria sido arrebentada por uma vaca pertencente à vítima. Pode parecer pouco para quem é da cidade grande, mas na lida campeira, cerca é coisa séria, é respeito! A partir desse tropeço do destino, os dois cortaram relações mais drasticamente que tesoura afiada em lã de ovelha. O que era rusga pequena virou rixa grande, e das piores! E agora, o acusado não poderá aguardar nenhum recurso em liberdade, vai direto pro xilindró repensar nas consequências de seu ato mais impensado que cusco perseguindo carroceiro.

Dona Juveni Baddo, com seus 93 janeiros nas costas, firme como araçá centenário, fez questão de assistir todo o julgamento que trouxe justiça para seu filho Francisco. Com a dignidade de quem já enterrou filho e neto, mas segue de pé como taquara no vento, ela declarou que após 15 anos esperando por justiça, finalmente poderá ter paz. A promotora Rochele Jelinek representou o Ministério Público, enquanto o advogado Eder Fioravante atuou como assistente de acusação, ambos defendendo a justiça com a garra de quem protege o que é seu por direito. Essa história triste mostra que em nossa Alegrete, a roda da justiça pode girar devagar, mas não para nunca de rodar.

Compartilha esse causo com aquele compadre que diz que cerca de vizinho é só um detalhe – pra lembrar que respeito é a melhor divisa entre dois campos!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/homem-e-condenado-em-alegrete-por-matar-vizinho-a-facadas/


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