Entrevero dos grandes na terra da fronteira
Buenas, vivente! Pra quem conhece a lida campeira sabe que cada amanhecer traz sua história, mas este raiar do dia em Santana do Livramento foi mais dolorido que pisada de cusco em espinho! A Rádio 107/Maratan FM, que desde 2017 erguia sua voz pro céu através duma antena de 75 metros, viu seu parque de transmissores virar poeira num piscar de olhos. Como um potro quando perde sua querência, a emissora foi silenciada por uma ação da Prefeitura mais rápida que laço de campeiro experiente. A torre, que foi erguida com a bênção da própria Administração na gestão do prefeito Ico Charopen, agora jaz no chão como um velho galpão após um temporal brabo.
O amanhecer que pegou a todos de surpresa
Mais desconfiado que gringo em primeira roda de mate, o gerente da emissora, Jucelino Medeiros, relatou que a empresa vinha tentando um acerto com a Prefeitura, mas foi surpreendido com um proceder mais sorrateiro que raposa em galinheiro. ‘O prejuízo ocasionado pela destruição da torre é gigantesco. Vínhamos buscando uma saída com a Administração, e o Município entrou sorrateiramente com uma ação de reintegração de posse, alegando que estávamos invadindo uma área do Município’, lamentou o vivente, com a voz mais triste que gaiteiro sem fole.
O caso tem mais curvas que estrada de serra: a decisão judicial saiu às 6h59min da manhã e, por coincidência mais estranha que cusco de duas cabeças, o guincho já estava posicionado no local, pronto pra derrubar a torre. Seria o caso de perguntar se o juiz madrugou mais que peão em dia de marcação ou se havia combinação prévia, como suspeita a direção da rádio.
A justiça que nem sempre anda a galope certo
O advogado da emissora, Paulo Bandeira, explicou que a situação é mais enredada que trama de aranha: a Prefeitura cedeu o espaço legitimamente em 2017 e até fez alarde disso na época. Agora, acusa a rádio de esbulho possessório – algo mais contraditório que bombacha em baile de gala!
Por cima disso, havia um mandado de segurança tramitando, onde um laudo técnico dizia que os cabos de sustentação da torre poderiam ser removidos, mas com estudo prévio pra evitar tombamento – afinal, uma estrutura dessas não se move como boiada mansa. Uma semana antes da demolição, o juiz Fellipe Alves Divino Lima determinou que o município se abstivesse de remover os cabos sem solução técnica adequada.
Mas o que se viu foi uma ação mais atropelada que tropilha em disparada: a Prefeitura não só removeu os cabos como derrubou toda a estrutura, deixando a rádio fora do ar mais rápido que cusco correndo de banho!
Em meio a esse entrevero jurídico que dividiu a comunidade de Livramento como cerca em campo de família, a Rádio 107/Maratan segue transmitindo apenas pela internet enquanto lambe suas feridas. A emissora promete buscar reparação pelo que considera uma injustiça mais gritante que berro de terneiro apartado. Como bem disse o diretor João Baptista Marques: ‘Nossa rádio sempre foi um instrumento da palavra e voltaremos ainda mais fortes’. Nessa querência fronteiriça, onde a cultura do rádio corre nas veias como sangue de bom gado, a comunidade aguarda os próximos capítulos desse causo que ainda promete dar o que falar nas rodas de mate da cidade.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que acorda cedo sintonizado no rádio! Marca aquele vivente que defende a liberdade de comunicação – essa história precisa correr mais que notícia em campo aberto!









