Um Causo de Resistência na Fronteira
Buenas, tchê! Setembro chegou mais importante que domingo de churrasco na campanha, trazendo uma data que merece mais atenção que tropeada em campo aberto. Dia 26 é o Dia Nacional do Surdo, uma celebração mais significativa que a primeira geada do inverno para cerca de 5,8 milhões de brasileiros – o que dá 3,2% da nossa população, um contingente maior que muito CTG em dia de fandango. A data marca a fundação do Instituto Nacional de Educação de Surdos, lá em 1857, primeira escola para essa comunidade no país, um marco mais importante que a divisa entre campos na nossa fronteira oeste.
A Linguagem que Dança nas Mãos
Mas bah, tchê! Se tem uma coisa mais bonita que pôr-do-sol na campanha, é ver a comunicação fluindo pelas mãos na Língua Brasileira de Sinais. A Libras, reconhecida pela Lei nº 10.436 de 2002, é mais rica que campo florido na primavera! Cada movimento dos dedos, cada expressão facial conta uma história completa – usando a ‘datilologia’, aquele sistema onde as letras são soletradas com as mãos, mais engenhoso que peão laçando em rodeio. E olha só, vivente: a língua de sinais não é universal! Muda de país para país e às vezes até de cidade para cidade, sofrendo variações regionais como nosso próprio linguajar campeiro que muda de uma querência para outra.
Nossa Querência Mostrando o Valor
A Associação Alegretense dos Surdos tem batalhado mais que peão em tempo de marcação, lutando por melhores condições de vida, trabalho, educação e saúde para nossa comunidade surda. São guerreiros mais persistentes que cusco atrás de carreta! E a cultura surda em Alegrete? Tá mais viva que braseiro em noite fria, com eventos culturais mobilizando toda a comunidade. Para celebrar esse movimento de inclusão mais bonito que campo verde após a chuva, nossa querência vai promover um baita evento neste sábado, dia 27. Uma série de atividades que prometem ser mais animadas que bailão de CTG em final de semana!
Essas datas comemorativas são como aquele alerta do galo pela manhã – nos chamam para refletir e debater sobre direitos e inclusão. A luta da comunidade surda é um lembrete de que, assim como na lida campeira precisamos de todos os peões para tocar a tropa, na sociedade precisamos garantir que nenhum vivente fique para trás. Em Alegrete, terra de gente valorosa, celebramos essa diversidade com o mesmo orgulho que ostentamos nossas tradições. Afinal, uma comunidade forte se faz com todos os sotaques – sejam falados ou sinalizados com as mãos.
Compartilha esse causo com aquele amigo que ainda não conhece a Libras – vamos espalhar essa prosa pros quatro cantos do pago, porque inclusão é como mate: quanto mais circula, mais gente aquece o coração!









