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MILONGA VENCEDORA: ‘Guitarrón’ CONQUISTA o coração da gurizada no Canto Farroupilha de Alegrete

No rincão onde a tradição e a arte se abraçam, Matheus Leal fez o Largo do Centro Cultural tremer com uma milonga que vale mais que ouro





Noite de gala e viola no coração da fronteira

Buenas, vivente! O Largo do Centro Cultural de Alegrete virou palco de um causo que vai correr de boca em boca pelos quatro cantos do pago. Na noite deste domingo (29), mais movimentada que rodeio em dia de final, os alegretenses testemunharam o momento em que a milonga ‘Guitarrón’ se agigantou feito coxilha no horizonte, levando o troféu principal do 17º Canto Farroupilha. A composição, que nasceu da parceria entre a letra de Rafael Ferreira e a melodia de Matheus Leal, ecoou como vento minuano nas entranhas da alma gaúcha, arrancando suspiros e aplausos de um público mais numeroso que tropa em dia de marcação.

O homem por trás das cordas que fizeram história

Mas quem é o gaudério que fez a plateia se levantar como um só povo? Matheus Leal, baita bagual das lidas musicais, veio de São Gabriel trazendo nas costas 20 anos de estrada, dois discos gravados e um talento mais afiado que faca de campeiro. O guri não só interpretou como também compôs a melodia que lhe rendeu o primeiro lugar e um prêmio de R$ 2,5 mil – uma bolada que vale menos que o reconhecimento conquistado nessa querência. O festival, que começou na sexta-feira, foi um verdadeiro entrevero de talentos, reunindo artistas mais diversos que flora dos campos nativos, todos com a mesma paixão pulsando no peito: manter viva a chama da música regional gaúcha.

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Um desfile de talentos que fez a terra tremer

A disputa foi mais acirrada que tiro de laço em domingo de rodeio! Enquanto o público se deliciava com o show da prenda Shana Müller – uma verdadeira joia do nosso cancioneiro – e a condução certeira de Giovane Moraes, nos bastidores o Rodrigo Guterres já cochichava a novidade: em 2026, o Canto Farroupilha vai se bandar pro Festival da Linguiça, numa união mais saborosa que arroz carreteiro em dia de inverno. O júri, formado pelos mestres Marcelo Mendes, Lu Esquiava e Carlos Madruga, teve trabalho mais difícil que domar potro xucro para escolher entre tantas obras-primas. No lombo da ‘Esculpida’, Matheus Bica levou o segundo lugar com o Troféu Cilço Araújo Campos, enquanto a ‘Pitanguita’, de Felipe Goulart, garantiu o terceiro com o Troféu Honório Lemes. E não parou por aí: a própria ‘Guitarrón’ ainda arrebanhou o prêmio de Melhor Poesia, como quem diz que veio pra deixar marca funda no chão deste festival.

Mais do que notas musicais no pentagrama, o Canto Farroupilha é um grito de resistência cultural que ecoa pelas coxilhas. Em cada acorde, em cada verso, Alegrete reafirma seu posto de guardião das tradições, mais firme que esteio de galpão. Quando Matheus Leal pegou o troféu e disse ‘Vou seguir fazendo música, pois é isso que dá sentido à minha vida e à nossa cultura’, não era só um homem falando, mas todo um povo que se recusa a deixar morrer suas raízes. Esse Canto Farroupilha de 2025 já virou história na memória dos alegretenses, mas é só um repouso do tropeiro que, em 2026, volta com força de touro crioulo, abraçado ao Festival da Linguiça.

Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que não perde uma milonga e vive dizendo que a música nativista anda sumida! Manda o link pros quatro cantos do pago e mostra que a tradição segue mais viva que brasa em fogo de chão!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/guitarron-e-a-grande-campea-do-17o-canto-farroupilha-de-alegrete/


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