O sumiço que deixou o pago em alerta
Buenas, vivente! Lá pelos lados da Avenida da Integração, onde o vento minuano às vezes sopra mais forte que conselho de avô, um caso mobilizou nossa comunidade alegretense. José Carlos Dias Borba, um gaudério de 43 anos que armava sua pequena barraca naquelas bandas, andou sumido desde o final de junho, deixando a família mais aperreada que gato em dia de chuvarada. O último rastro do vivente foi pela Praça Nova, coração da nossa cidade, lá pelo dia 23 de junho, quando alguns compadres ainda trocaram prosa com ele antes que sumisse feito água no banhado.
A campereada sem resultado
A família, mais desesperada que cusco em dia de foguetório, saiu a campear por todo canto do nosso Alegrete. Cruzaram ruas, becos e conversaram com cada conhecido que partilhava o dia a dia com José Carlos, mas era como procurar agulha em palheiro – ninguém tinha pista do paradeiro do homem. Enquanto isso, o tempo foi passando mais devagar que domingo sem churrasco, e a preocupação só aumentava. O desaparecimento do vivente deixou um vazio maior que campo sem gado nas rodas de chimarrão da cidade, onde muitos perguntavam se alguém tinha alguma notícia do ‘homem da barraquinha’.
O desfecho que entristeceu a querência
Mas bah, tchê! Infelizmente, a história teve um final mais triste que cavalo sem dono. O corpo encontrado na Avenida da Integração foi oficialmente reconhecido como sendo de José Carlos nesta segunda-feira (11), conforme confirmou a delegada Fernanda Mendonça, a prenda que comanda as investigações. E olha só: não foram encontrados sinais de violência no corpo do vivente, o que indica, pelo menos à primeira vista, que nosso conterrâneo partiu desta vida por causas naturais. É como diz o ditado antigo das nossas campanha: ‘A morte é que nem o vento, chega sem avisar e leva quem bem entender’. Infelizmente, devido ao estado avançado de decomposição, mais detalhes sobre o que causou a partida do José Carlos ficaram no mistério, como segredo bem guardado.
A partida de José Carlos deixa uma marca na nossa comunidade alegretense, especialmente entre aqueles que conviviam com ele diariamente. Histórias como essa nos lembram da importância de olharmos com mais atenção para os viventes que fazem parte da nossa paisagem urbana, mas que muitas vezes passam despercebidos no corre-corre do dia a dia. Cada um que monta seu ranchinho nas margens da nossa cidade tem uma história, uma família e merece nosso respeito e solidariedade.
Compartilha esse causo com aquele amigo que sempre tem um mate pronto pra oferecer aos mais necessitados da nossa querência! Que a história do José Carlos desperte em nós o olhar mais atento pros viventes da nossa cidade.









