Uma invernada de espera sem cerca pronta
Buenas, vivente! Se existe algo mais demorado que assar costela em fogo baixo é a construção do novo presídio de Alegrete. O causo já virou lenda na fronteira oeste: lá se vão DEZ ANOS desde que a primeira ordem de serviço foi assinada, em 2014, com a mesma empolgação de guri em dia de rodeio. De lá pra cá, o que se viu foi um desfile de empresas que, mais ligeiras que vento minuano, sumiram do canteiro de obras, deixando apenas uma placa solitária a marcar território, como cão sem dono em campo aberto.
Os milhões que galopam pelo Rio Grande
Em abril deste ano, o governo estadual abriu os cofres como quem abre porteira em dia de marcação: anunciou a bagatela de R$ 658,4 milhões para melhorar os prédios do sistema prisional gaúcho. A União, não querendo ficar pra trás na comitiva, entrou com mais R$ 145,9 milhões, totalizando um investimento de R$ 804,3 milhões – dinheiro suficiente para comprar campo em rincão valorizado! Nesse grande rodeio de obras, cinco novas unidades vão surgir (Alegrete, Caxias do Sul, Passo Fundo, Rio Grande e São Borja), enquanto outras quatro (Cachoeira do Sul, Ijuí, Passo Fundo e Uruguaiana) serão ampliadas como invernada que ganha terra. No total, mais de 5,5 mil vagas serão criadas, sob a vigilância atenta da Secretaria de Obras Públicas, que fiscaliza mais do que capataz em dia de marcação.
O projeto que anda mais devagar que carreta atolada
Para Alegrete, a promessa é de um estabelecimento prisional mais imponente que galpão de estância, com capacidade para 286 detentos e um investimento de R$ 31,6 milhões vindo direto da União. A obra foi licitada em outubro de 2024, homologada em novembro passado, e estava mais certa de começar em maio que churrasco em domingo de sol. Mas o vivente já sabe: em obra pública, a pressa é inimiga da conclusão! A empresa cearense Konpax Construções, que laçou o contrato no rodeio das licitações, ainda não entregou os projetos para iniciar os trabalhos. Conforme a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo, que a reportagem do Notícias Alegrete campeonou para saber o andamento, o processo está na fase de elaboração dos projetos, que precisam ser aprovados pela Administração Pública. Mais parado que boi em sombra de verão, o negócio agora tem previsão de finalização dos projetos apenas para novembro deste ano.
Enquanto isso, Alegrete segue aguardando de laço pronto uma obra que promete modernizar o sistema prisional da região, criar empregos e melhorar a segurança. A conclusão final, segundo as previsões do governo, está marcada para o segundo semestre de 2026 – se os ventos e a burocracia ajudarem. Resta saber se dessa vez a promessa vai finalmente sair do papel ou se continuaremos a ver apenas uma placa solitária marcando presença em um terreno vazio, como sentinela de uma espera que já dura mais que seca prolongada.
Compartilha essa notícia com aquele amigo que sempre diz que ‘obra de governo é mais demorada que assado de domingo’! O vivente vai se identificar com a peleia!
Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/alegrete-projeto-do-novo-presidio-tem-previsao-para-novembro/









