Buenas e me espalho: encontro das abelhas reuniu a gurizada da região
Mas bah, tchê! Quem disse que só em rodeio o gaúcho se reúne pra uma boa prosa? A Jornada Apícola de Alegrete juntou mais gente que fila de churrascaria em domingo de sol! O evento, organizado pelos apicultores do município em parceria com o IFFar e a Emater, foi um verdadeiro entrevero de conhecimento, com direito à presença ilustre do presidente da Federação Apícola do RS, Vicenzo Davi, mais esperado que chuva em tempo de seca. Produtores de São Francisco de Assis, Manoel Viana, São Borja e São Gabriel também trouxeram sua experiência, transformando o encontro num verdadeiro CTG do conhecimento sobre o ouro doce do pampa.
De olho nas floradas: os desafios de quem dança conforme o tempo
Clóvis Duarte, presidente da Associação Apícola local e mais conhecido que vendedor de rapadura em festa de igreja, não escondeu o contentamento com o sucesso do evento. Mas também trouxe à baila os desafios que fazem o produtor alegretense estar sempre mais atento que cusco em porta de açougue. ‘Nosso maior desafio é o clima’, pontuou Clóvis com a sabedoria de quem já viu o sol nascer muitas vezes. Quando chove demais, as floradas se perdem mais rápido que chapéu em dia de minuano. E na estiagem? Aí a coisa fica mais feia que brigar com tropeiro em dia de mau humor. As abelhinhas, coitadas, têm que trabalhar mais que peão em época de marcação.
Do pago pro mundo: o mel que faz a América lamber os dedos
E tu sabia, vivente, que apenas 10% do mel produzido no nosso querido Alegrete fica por aqui? Isso mesmo! Enquanto tomamos nosso mate com um tiquinho desse néctar, os outros 90% saem mais ligeiro que potro em campo aberto rumo à exportação. Os Estados Unidos, esse gigante lá das gringas, é o principal comprador do mel brasileiro, mas o tal do tarifaço deixou a situação mais complicada que tentativa de tomar chimarrão em ônibus lotado. Mas o gaúcho não se entrega, não senhor! Já está no horizonte uma ideia mais promissora que invernada nova: montar uma plataforma de venda para comercialização conjunta, tanto para os sócios quanto para outros produtores. É o espírito de parceria mais genuíno que roda de mate em final de tarde!
Em resumo, a Jornada Apícola mostrou que o mel de Alegrete tem potencial mais doce que abraço de prenda em dia de saudade. O futuro da apicultura alegretense depende da união dos produtores, da abertura de novos mercados e da capacidade de driblar os desafios do clima, sempre inconstante como humor de tropeiro. O que não falta é determinação nessa gente que, assim como as abelhas, trabalha incansavelmente para levar o melhor do nosso pago para o mundo afora.
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