A Comitiva Motorizada que Fez Alegrete Virar a Cabeça
Mas bah, tchê! Quando a madrugada ainda cochilava sobre o Baita Chão, uma Caravan batizada que nem guri no domingo de festa aportou em terras alegretenses. Ricardo Freitas, o Ricardinho ACF, mais o parceiro Ricardo Tiozão e um videomaker, chegaram como tropeiros modernos, só que no lugar de cavalos, um veículo mais preparado que peão em dia de rodeio. A recepção? Uma carreata de seguidores mais animada que cusco quando o dono chega em casa, escoltando os viajantes até o hotel onde descansariam os cascos antes de seguir viagem.
Um Trato no Matungo Mecânico
Nem bem o sol mostrou as guampas no horizonte de quinta-feira (09), e a reportagem já estava campeando os forasteiros. Os viventes tinham se bandeado pra oficina Garagem Motors, do piloto Bruno Jardim, gaudério que já conhecia o Ricardinho duma competição passada. A Caravan, esse matungo mecânico com coração de Honda Civic e entranhas de BMW, renguiava após cruzar Rosário do Sul. ‘O motor estava mais encrencado que discussão de bêbado em fandango’, contou um dos curiosos que se aglomerava pra ver a engenhoca. O veículo, montado na própria oficina do influencer em São Paulo, é uma obra mais impressionante que troféu em prateleira de CTG.
A Trilha que Cruza Fronteiras e Corações
Depois do conserto e mais fotos que álbum de formatura, a comitiva motorizada se bandeou pra Uruguaiana, próxima parada da jornada. No posto, enquanto a Caravan bebia combustível mais sedenta que tropeiro após travessia, Ricardinho proseou ligeiro com a reportagem. O roteiro? Mais desafiador que domar potro xucro! Saindo de São Paulo com carreata maior que fila de churrascaria em domingo, a expedição vai atravessar 14 países, incluindo aquele trecho entre Colômbia e Panamá – o Estreito de Darién – onde nem estrada existe. ‘Vamos cruzar de balsa, mais determinados que formiga carregando folha em dia de chuva’, explicou. No teto da Caravan, uma antena Starlink permite que os aventureiros transmitam lives diárias, mostrando pra gurizada o que acontece na estrada mais comprida que história de pescador.
Quando o ponteiro já tinha passado do meio-dia, a Caravan de Ricardinho cruzou o trevo de Alegrete, deixando para trás uma poeira de admiração e sonhos de aventura. Essa travessia de 15 mil quilômetros, que deve levar entre 20 e 40 dias, não é apenas uma viagem, mas um causo rodante que conecta nossa querência com o mundo lá fora. Enquanto os paulistas seguem seu caminho para Las Vegas, fica em Alegrete o gostinho de ter sido parte dessa história – um capítulo gaúcho numa jornada continental que mostra que, às vezes, o destino é apenas uma desculpa pra viver a estrada.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que sonha em cruzar fronteiras mas nem passa do bar da esquina! A Caravan já está longe, mas a história pode chegar em todos os pagos!
Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/numa-caravan-paulistas-cruzam-por-alegrete-rumo-a-las-vegas/









