Das pradarias do Baita Chão para as estradas digitais
Buenas, vivente! Lá das terras do Baita Chão surgiu uma prenda que tá mais inovadora que cusco farejando churrasco novo! Sheila de Castria Morais, alegretense de raiz, sempre carregou no sangue aquela veia empreendedora mais inquieta que potro em dia de doma. Foi ao lado do marido, Mateus Morais – na época um militar de farda e hoje um parceiro de empreitada – que ela deu vida a uma ideia que cresceu mais ligeiro que vento minuano: o aplicativo Rota 77. Antes de se tornar a face por trás dessa revolução sobre rodas, a prenda trabalhava na área de marketing, mas já campereava por aí buscando um rumo diferente para trilhar. Foi quando ela e o marido enxergaram uma oportunidade mais clara que céu de verão na fronteira oeste.
Do sonho à conquista dos pagos do Sul
“Eu e meu marido, Mateus, fomos procurar uma empresa para criar um aplicativo próprio, porque vimos que era um ramo com alto potencial de crescimento. Inicialmente o nome seria Rota 55, mas após muita pesquisa encontramos o Rota 77 e decidimos apostar nessa marca”, conta Sheila, com aquela satisfação de quem acertou em cheio na aposta. A sede da empresa segue firme em Alegrete, onde tudo começou, como estaca bem fincada em solo fértil, mas a visão desses gaudérios sempre foi grande como o pampa: queriam ir além das cercas da fronteira. E não é que deram conta do recado? O segredo da tropeada digital foi simples como roda de mate: pensar primeiro nos motoristas. Enquanto as empresas de fora tratavam os condutores como peões de estância alheia, o Rota 77 chegou oferecendo parceria verdadeira. “Nosso aplicativo foi criado por motoristas cansados de pagar taxas abusivas. Toda a nossa estrutura é pensada para favorecer o ganho do motorista/parceiro”, revela a empreendedora, explicando por que o app se espalhou mais rápido que notícia em cidade pequena.
Tropeiro digital com coração de gaúcho
Mas o que faz esse aplicativo nascido em Alegrete ganhar o coração dos motoristas de três estados? Segundo Sheila, a receita é mais simples que churrasco de domingo: “O segredo é se doar, pensar com o coração e tratar nossos motoristas/parceiros e clientes como gostaríamos de ser tratados”. Ela conta que a família inteira está de coração e alma no projeto. “Eu, o Mateus e nosso filho, Vicenzo, muitas vezes passamos mais dias na estrada viajando do que propriamente na nossa casa e sabemos dos desafios que é manter um contingente tão grande como é o Rota 77, por isso fazemos tudo com muito amor, entrega e respeito ao próximo”, completa a prenda empreendedora. É como dizem nas rodas de chimarrão da fronteira: “Negócio bom é aquele que tem alma”. E o Rota 77 tem mais alma que baile de CTG em noite de sábado. Enquanto as grandes empresas de fora tratam os motoristas como números, o aplicativo alegretense trata como família.
De uma simples ideia nascida no coração da fronteira oeste gaúcha, o Rota 77 se transformou em exemplo de que o empreendedorismo com propósito pode florescer como campo após a chuva. A plataforma já está presente em dezenas de cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, mostrando que Alegrete não apenas produz boas histórias, mas também inovação que gera oportunidades. Sheila Castria prova que, com determinação mais firme que o nó de um laço bem dado, uma alegretense pode sim transformar a mobilidade urbana de todo o Sul do Brasil, mudando a trajetória de centenas de famílias por este Rio Grande afora e além.
Compartilha esse causo com aquele amigo empreendedor que diz que só dá pra fazer sucesso nas capitais! Mostra pra ele que lá do Baita Chão também sai tecnologia de primeira!









