O entrevero que virou quase tragédia
Buenas, vivente! Lá pelas bandas de nossa querência, o que começou como uma tarde comum virou um causo de arrepiar a crina. Uma prenda de 41 janeiros viveu duas horas de puro terror nas mãos do companheiro, um sujeito de 45 voltas ao sol, mais destemperado que chaleira em fogo alto. A gurizada da Brigada foi chamada quando vizinhos ouviram o entrevero na rua, daqueles que nem cusco gosta de se meter. A coitada, com olhar mais triste que potrilho sem mãe, contou pros brigadianos o tormento que sofreu nas mãos daquele que dizia ser seu parceiro de mate.
De arrastão a luta pela sobrevivência
Mas bah, tchê! O facínora, mais brabo que touro em porteira fechada, chegou na casa da companheira e, sem mais nem menos, a arrastou pra sua morada usando da força que nem deveria ter contra uma prenda. Na casa do maleva, a situação degringolou de vez. Como um predador que cerca sua presa, ele rasgou as pilchas da muiê, deixando a coitada apenas de vestes íntimas, mais desprotegida que ovelha tosquiada em dia de minuano. Quando a prenda pensou que o pior já tinha passado, o sujeito apertou o joelho contra a barriga dela e sacou uma faca de cozinha mais afiada que língua de comadre. Num gesto de pura brabeza, tentou cravar a lâmina na jugular da companheira. Mas a guria, mostrando que sangue gaúcho corre forte nas veias, agarrou a faca com a mão direita, levando cortes em três dedos, mas salvando o próprio pescoço. Num lampejo de coragem, mais ligeira que vento minuano, se bandeou pra casa da vizinha enquanto o agressor ficou parado feito poste em banhado.
O desfecho de um covarde
Enquanto a prenda buscava socorro, mais trêmula que vara verde, a Brigada bateu o campo atrás do malfeitor. Parecia até caçada de lebre, mas os brigadianos são bons rastreadores e não demorou muito pra encontrar o tal. E onde estava o valentão? Mais escondido que dinheiro em tempo de crise, o sujeito se embreou numa cocheira de cavalos e se meteu dentro de um balcão de pia! Mas bah, que fim mais sem honra pra quem minutos antes se achava tão valente! Os homens da lei deram voz de prisão pro indivíduo, que saiu dali mais manso que cordeiro. Da UPA direto pra Delegacia, o caminho foi curto, mas vai ter tempo de sobra pra pensar no que fez, agora que tá mais preso que boi em mangueira. A prenda recebeu os cuidados médicos pelos cortes que defenderam sua vida e o caso foi registrado como tentativa de feminicídio.
Essa história nos lembra, viventes de Alegrete, que o machismo ainda cavalga solto por nossas terras, mais perigoso que cobra em banhado. Nossa comunidade precisa estar alerta como cavalo em campo minado, pois nenhuma prenda merece viver sob o jugo do medo. Que esse causo sirva de alerta e que as mulheres saibam que não estão sozinhas na lida diária. Como diz o velho ditado campeiro: ‘Quem semeia vento, colhe tempestade’ – e esse gaudério agora vai colher o que plantou nas barras da justiça.
Compartilha esse causo com aquela prenda que precisa saber que não está sozinha na peleia contra a violência! E se tu conhece alguém vivendo situação parecida, não se acanhe: estenda a mão mais rápido que laço em rodeio!









