Do Peru para o coração do pampa gaúcho
Buenas, vivente! Uma tristeza mais pesada que chuva em tempo de colheita se abateu sobre nossa Alegrete nesta madrugada de terça-feira. O professor Wilber Feliciano Chambi Tapauhuasco, aquele engenheiro geológico que veio lá do Peru e se bandeou pro nosso pago, nos deixou aos 46 anos, após lutar contra um câncer mais brabo que touro em tempo de rodeio. O gaudério, que era mais querido que puchero em dia de inverno, partiu na Santa Casa de Alegrete, deixando um rastro de admiração mais longo que estrada de campanha.
Um pilar da nossa universidade
O diretor do campus, professor Gustavo Santiago, já decretou três dias de luto oficial e suspendeu as aulas, num gesto de respeito tão grande quanto o legado do professor que se foi. Desde 2011, o professor Wilber troteia pelos corredores da Unipampa, sendo parte da primeira leva de professores concursados da instituição. O bagual era graduado em Engenharia Geológica-Geotécnica pela Universidade Jorge Basadre Grohmann lá no Peru e doutor em Geotecnia pela Universidade de Brasília. Um vivente estudado que escolheu nosso rincão para espalhar conhecimento, mais valoroso que água em tempo de seca.
A última cavalgada do mestre estrangeiro
A notícia se espalhou mais ligeiro que vento minuano e deixou todos de coração apertado. A professora Chaiane Guerra Conceição, com a voz embargada como gaudério em despedida, destacou: ‘O professor Wilber era muito querido, sempre bem quisto por todos’. Segundo os causos que circulam, o professor tinha feito uma cirurgia em junho e até apresentou melhora, mas depois voltou a sentir dores nas costas, teimosas como cusco em dia de trovoada. Quando os doutores examinaram, descobriram um câncer mais agressivo que enchente de verão, e o corpo do mestre não resistiu à peleia. As últimas homenagens estão ocorrendo na Funerária Angelos, com a partida final marcada para as 17h rumo ao Cemitério Municipal, onde o professor descansará em nosso solo alegretense.
Professor Wilber deixa a esposa, uma filha e um baú de recordações e ensinamentos que seguirão vivos como as histórias ao redor do fogo. Da terra dos Incas para a terra do Negrinho do Pastoreio, esse homem provou que fronteiras são apenas riscos no mapa quando se tem um coração gaúcho, mesmo tendo nascido em outro país. A Unipampa e Alegrete perdem um mestre, mas ganham um exemplo de dedicação que será contado de geração em geração, como os causos mais importantes de nossa terra.
Compartilha essa notícia com aquele ex-aluno da Unipampa que teve a honra de aprender com esse grande mestre – ele precisa saber dessa partida!









