Da sala de aula para a eternidade
Buenas, vivente! Nossa querência amanheceu mais triste que galpão sem fogo de chão. A professora Maria Ivone Ribeiro Rosso, aquela prenda de sorriso franco que alfabetizou mais gente que estrelas no céu campeiro, nos deixou aos 76 anos. A Fundação Attila Taborda e a Universidade da Região da Campanha (Urcamp) baixaram as bandeiras em sinal de luto pela partida dessa figura mais querida que churrasco em domingo de sol. Formada em Pedagogia e com especialização em Educação, a professora era dessas pessoas raras, mais valiosa que água em tempo de seca na nossa fronteira.
Uma vida tão cheia quanto chaleira em roda de mate
Em janeiro de 1993, quando muitos dos guris que hoje andam por aí de bombacha nem sonhavam em nascer, Maria Ivone pisou pela primeira vez como professora nos corredores da Urcamp de Alegrete. Foram 22 janeiros de pura dedicação, desses que marcam a alma da gente como ferro quente em couro de rês. A prenda não se contentava em ficar parada – era mais inquieta que potro novo! Em 2006, assumiu a direção do Colégio Raymundo Carvalho e, como se não bastasse, ainda tocou a coordenação dos cursos técnicos em Enfermagem e Informática. Era dessas mulheres que carregam o mundo nas costas com a elegância de quem leva apenas uma cuia de chimarrão nas mãos.
O rastro de luz que fica na campanha
Mas bah, tchê! A trajetória da nossa Maria Ivone foi mais marcante que pegada de cavalo em barro mole – por onde passava, deixava um pedaço do seu saber. Formou gerações de alegretenses que hoje espalham por esse Rio Grande afora o conhecimento que ela plantou com tanto carinho. Agora que cruzou a última porteira, sua memória segue firme como cepa de eucalipto, enraizada nos corações da comunidade acadêmica e de quem teve a sorte de aprender com ela. A Reitoria da Urcamp decretou luto oficial de três dias, mas seguindo com as atividades, porque como dizia a velha sabedoria campeira: ‘O trabalho é a melhor forma de honrar quem se foi’.
Maria Ivone Ribeiro Rosso pode ter partido para o outro lado da estrada, mas sua história continua viva em cada aluno que formou, em cada colega que orientou, em cada canto da Urcamp que ajudou a construir. Na educação de Alegrete, ela plantou mais sementes que um campeiro em tempo de colheita, e agora é tempo de ver esse campo florescer. Descanse em paz, professora – o pago alegretense nunca vai esquecer da senhora.
Compartilha essa história com aquele professor que, assim como Maria Ivone, deixa marca mais funda que espora em campo de Alegrete! Honremos nossa prenda espalhando seu legado pelos quatro cantos da querência.









