O Entrevero Político que Agitou o Domingo
Buenas, vivente! No último domingo, a cidade de Alegrete foi palco de um entrevero político mais movimentado que rodeio em final de campeonato. De manhãzinha, quando o sol ainda espreguiçava sobre os campos, uma tropa de apoiadores do ex-presidente Bolsonaro já estava de pé, com adesivos em punho, prontos para um “adesivaço” que coloriu vários pontos da cidade e as margens da BR-290. Os viventes se organizaram como parte de uma mobilização que ocorreu em diversos pagos do Brasil, com a mesma firmeza de quem defende a porteira do seu campo.
Buzinas, Faixas e o Clamor da Gauderiada
Quando a tarde já ia alta, mais quente que água de chimarrão recém-servido, a gurizada bolsonarista se concentrou em frente à sede do PL, empunhando faixas que tremulavam como bandeiras em dia de festa campeira. “Buzine!”, dizia uma das faixas, e os motoristas que passavam respondiam ao chamado com sinais sonoros mais barulhentos que trovoada em noite de verão. A principal boiada de reivindicações era clara como água de vertente: o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, a saída do presidente Lula e, principalmente, a anistia irrestrita para os presos e condenados pelos eventos do dia 8 de janeiro. Os participantes estavam mais determinados que cavalo crioulo em prova de laço.
O Rastro da Manifestação na Querência
A mobilização em Alegrete seguiu o mesmo toque de reunir do resto do Brasil, com distribuição de materiais, bandeiras do Brasil tremulando mais orgulhosas que bombacha nova em domingo de rodeio, e discursos criticando as decisões tanto do Judiciário quanto do Executivo. Os viventes se manifestaram com a mesma paixão com que defendem suas tradições, firmes como palanque bem fincado. Alguns curiosos paravam para assistir, outros buzinavam em apoio – cada um no seu direito de expressão, como bem ensina a tradição democrática que, dizem os manifestantes, precisa ser respeitada em todos os cantos do pago.
Este domingo mostrou que, mesmo distante dos grandes centros, Alegrete segue conectada às discussões políticas nacionais. Enquanto parte da população se mobilizou em defesa de suas convicções, a cidade presenciou uma manifestação que, independente de posicionamentos ideológicos, representa o exercício democrático que caracteriza nosso país. A querência alegretense, com sua tradição de debates acalorados nas rodas de mate, viu mais um capítulo dessa história ser escrito em suas ruas.
Compartilha esse causo com aquele compadre que vive discutindo política na roda de chimarrão! A democracia se fortalece quando o povo debate, mesmo que seja mais cabeça-dura que boi em porteira travada!








