Cavalgada da Esperança no Querumana
Buenas, tchê! A comitiva do bem – formada pelos guris da Polícia Civil, o pessoal do Canil Municipal, a gurizada da Clínica Mundo + Animal e os guerreiros da OPAA – tropeou de novo rumo ao Querumana nessa madrugada. Mais firmes que palanque de galpão, eles voltaram pra dar seguimento à operação que já tinha botado um vivente atrás das grades por transformar bichinhos de estimação em instrumento de caça. O cenário que encontraram foi de cortar o coração do mais bagual dos campeiros: mais de 30 cachorros abandonados, muitos amarrados que nem boi em mangueira, com jeito de quem não via um prato de comida há tempo de sobra.
Um Cenário mais Triste que Galpão sem Luz
Mas bah, tchê! Os protetores encontraram os pobres cuscos mais fracos que tordilho em banhado, tudo machucado das correrias forçadas em caçadas ilegais. Dava pra ver nas marcas dos bichinhos que a lida deles não era nada boa – uns com cicatrizes mais evidentes que rastro de carreta em estrada de chão. Os viventes da força-tarefa fizeram o que puderam ali mesmo: seguraram os animais mais agitados, deram os primeiros cuidados mais rápido que laço em rodeio, e já foram separando os que precisavam de doutor com urgência. ‘Nunca vi coisa assim’, desabafou uma das protetoras, com os olhos mais marejados que campo após chuvarada.
A Conta que o Pago Inteiro Paga
Agora a história é outra, tchê! Os bichinhos resgatados tão recebendo tratamento mais especial que visitante em casa de gaúcho. Mas não é de graça, não: toda essa operação – dos remédios às internações, da ração aos deslocamentos – vai sair dos cofres públicos, dinheiro que poderia estar indo pra outras necessidades do município. Enquanto isso, os protetores de animais de Alegrete, que já lidam com mais casos que bombacha em fandango, ficam indignados. Como diz o ditado da campanha: ‘Quem maltrata bicho não merece respeito de gente’. A força-tarefa garantiu que nenhum cusco ficasse sem socorro, recolhendo cada evidência mais minuciosa que tropeiro contando moedas.
Esse caso escancara uma realidade que muitos fazem vista grossa em nossa querência: o uso de animais para caça ilegal e os maus-tratos que vêm no pacote. Para nossa Alegrete, terra de gente de bem e de coração grande, fica a reflexão sobre como podemos, enquanto comunidade, cuidar melhor dos nossos bichos e denunciar quando algo não parece certo. Afinal, como já dizia o velho ditado da campanha: ‘Quem é bom com bicho, é bom com gente’.
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