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116 ANOS do BAGUAL da POLÍTICA: Ruy Ramos, o filho de Alegrete que TRANSFORMOU o Rio Grande

Buenas! Nesta data especial, nossa querência relembra o homem que foi mais influente que roda de chimarrão em dia de domingo





Do Ibirapuitã para os corredores do poder

Mas bah, tchê! Se tem um nome que faz o coração alegretense bater mais forte que tambor em noite de fandango, esse nome é Ruy Vitorino Ramos. Nascido em 9 de setembro de 1909, esse gaudério de fibra completaria 116 anos em 2025, e deixou marca mais profunda em nossa terra que rastro de carreta em estrada de chão batido. Advogado criminal de mão cheia, pecuarista e político de respeito, o vivente transitou das campinas do Alegrete até os salões de Brasília com a mesma desenvoltura que um campeiro cruza o campo em cavalo xucro.

O homem que falava a língua do povo

Ruy era mais querido nas periferias que churrasco em fim de semana! Como ele mesmo dizia, sua luta era contra o ‘cinturão de miséria que cerca a cidade’. E não era só prosa não, o homem arregaçava as bombachas e ia à luta! Queria escolas para a gurizada, atendimento pros pequenos, energia que não faltasse nem em dia de temporal, e uma barragem no Ibirapuitã pra dar jeito nas enchentes que castigavam o povo. Mais visionário que curandeiro de campanha, sonhava com indústrias que beneficiassem o que nossa terra produzia – da carne ao trigo – pra gerar emprego pro vivente daqui. Foi dele a iniciativa do Colégio Industrial e da Tritícola, onde a farinha era produzida. E não parou por aí: doou uma chácara inteira pro Instituto Rural Metodista de Alegrete, lá na Vila Nova, do outro lado dos trilhos.

Um legado mais firme que esteio de galpão

Na Câmara dos Deputados, o alegretense não se acanhava. Apresentou um projetão daqueles, o ‘Plano de Valorização Econômica da Fronteira Oeste’, que ia do Mato Grosso até aqui, nosso Rio Grande. Foi dessa ideia que nasceu a Sudesul, tendo como primeiro chefe outro filho desta terra, Valdemar Borges. O destino, porém, nem sempre trota em campo plano – seu cunhado, Fernando Oliveira, então superintendente-adjunto, nos deixou num acidente de avião em 1978. Hoje, o legado desse homem segue vivo como brasa de fogo de chão: temos o majestoso Palácio Ramos na Praça Getúlio Vargas, o Parque Ruy Ramos – um dos mais formosos do Estado – e até um concurso de oratória com seu nome, provando que sua lábia era mesmo de primeira!

Quando um alegretense fala de Ruy Ramos, é como quem conta história de um parente querido. Não à toa, recentemente sua filha, Cosete Ramos, pisou em nosso chão pra promover Alegrete como a ‘cidade da felicidade’. Esse é o tamanho do orgulho que sentimos desse campeiro que nunca esqueceu suas raízes, mesmo quando galopava nos altos campos da política nacional. Como dizem os antigos por estas bandas: ‘Quem nasce em Alegrete pode até sair da cidade, mas a cidade nunca sai dele’. E Ruy, mesmo nas alturas do poder, jamais esqueceu seu pago.

Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que se orgulha da história política da nossa Alegrete! Os 116 anos desse baita homem merecem ser lembrados em cada roda de mate!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/os-116-anos-de-nascimento-de-ruy-ramos-o-politico-que-marcou-a-politica-de-alegrete-e-estado/


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