Quando o céu resolveu fazer gineteada
Mas bah, tchê! O tempo virou mais ligeiro que cusco correndo de banho na noite desta sexta-feira (22). Um verdadeiro entrevero se formou nos céus de Alegrete, com chuva forte e um vento mais brabo que touro em porteira fechada, causando um estrago de lascar em diferentes cantos do nosso pago. O coordenador da Defesa Civil, Adão Roberto Rodrigues, não teve sossego – o vivente recebeu chamados que nem fim de linha de campo em dia de marcação. A gurizada de plantão precisou sair às carreiras, enquanto Bombeiros, Parque de Máquinas, Guarda Municipal e até voluntários se reuniram num mutirão pra dar conta do serviço.
Pedra de gelo do tamanho de ovo de galinha
O Airton Senna foi o bairro que mais sofreu com a força do ventaral, com várias casas perdendo o telhado como se fossem bombacha velha em tronco de eucalipto. Até a Escola Princesa Isabel acabou entrando na dança e teve parte do teto arrancado pelo vento furioso. E não foi só isso! O temporal veio acompanhado de granizo que caiu em vários bairros e no interior, com pedras variando de tamanho – algumas miúdas como ervilha, outras graúdas como ovo de galinha caipira. Os campeiros das bandas do Guassuboi e Itapevi mandaram notícia que o granizo já tinha começado a castigar desde a madrugada, deixando tudo mais branco que barba de velho em dia de geada.
A noite que virou dia pra Defesa Civil
Na Avenida Eurípedes Brasil Milano, árvores tombaram mais rápido que bolicheiro depois de farra. E como se não bastasse o baile dos ventos, diversos bairros ficaram às escuras, mais pretos que noite sem lua. A RGE botou as equipes na rua, mas a previsão é que alguns cantos só vejam a luz voltar no sábado – uma espera mais comprida que fila de banco em dia de pagamento. Os bairros Nilo Soares Gonçalves, Prado, Centenário, Vila Nova, Cidade Alta e as localidades de Quatro Bocas e Passo do Silvestre entraram na lista dos atingidos pelo temporal. Por sorte, até agora, nenhum vivente saiu machucado dessa peleia com a natureza – um alívio maior que gole d’água em dia de calor.
Enquanto o povo alegretense enfrenta as consequências desse temporal com a resiliência típica do gaúcho, a Defesa Civil segue de prontidão pelo telefone (55) 3961-1606, e os Bombeiros pelo 193. Como dizem os antigos por essas bandas: ‘Depois da tormenta sempre vem a bonança’. O que não falta em nossa querência é força e união pra reconstruir o que o vento levou, numa demonstração clara que Alegrete pode até vergar com o temporal, mas quebrar? Jamais, tchê!
Compartilha essa notícia com aquele compadre que tava dormindo e nem viu o temporal passar! Espalha pros quatro cantos do pago – temporal assim merece ser contado em roda de mate!









