Quando o destino cruza as estradas da fronteira
Buenas, vivente! O sol nem pensava em aparecer nas coxilhas quando o silêncio da madrugada foi quebrado mais rápido que pingo em braseiro. Na BR-290, aquela que corta nossa pampa como uma faca afiada, um encontro fatal entre homem e animal escreveu um causo triste que vai correr de boca em boca por todo Rosário do Sul. Era lá pelas tantas da madrugada desta quinta-feira (4), quando um Vectra de Cruz Alta, trotando ligeiro pela estrada, se deparou com o que nenhum motorista quer ver: um cavalo solto cruzando a pista como quem não quer nada, lá pelos lados do Itapevi, a uns 22 quilômetros do trevo da cidade.
Três vidas, um encontro e o destino que não pergunta
Os três viventes vinham tranquilos, quem sabe proseando sobre a vida ou cochilando ao balanço do carro, quando o bagual surgiu mais inesperado que chuvarada em dia de festa. O impacto foi violento como touro em disparada. O matungo nem chance teve, caiu por terra, mas levou consigo o destino de dois passageiros. Um gurizão de 26 anos, filho da terra de Saldanha Marinho, e um homem de 42 janeiros, natural de Cachoeira do Sul, partiram para o outro lado do campo sem nem dizer adeus. Já o piloto do carro, um homem de 52 anos, cruz-altense de nascença, ficou mais machucado que peão depois de tombo em rodeio. O coitado foi socorrido pelo SAMU mais rápido que laço em pescoço de terneiro, e levado às pressas pro Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, lutando pela vida como guerreiro.
A lida continua, mesmo na tristeza
Os brigadianos da PRF chegaram ligeiro, mais organizados que formigueiro em dia de trabalho. Acionaram a perícia que fez todo o serviço antes que os corpos fossem removidos, enquanto os Bombeiros de Rosário prestavam apoio firme como esteio de galpão. O Vectra, que virou ferro retorcido, foi levado pro pátio do Detran, onde vai descansar seu cansaço. E a estrada? Bah, tchê, seguiu seu fluxo sem interrupções, como rio que não para por nada. A vida na fronteira é assim mesmo: dura como o couro curtido, não para nem diante da dor. Mas como diz o velho ditado campeiro: ‘Animal solto em estrada é como faca na mão de guri – só pode dar problema’.
Essa tragédia que levou dois filhos da pampa recorda a todos nós, alegretenses e vizinhos da fronteira, sobre os perigos dos animais soltos em nossas rodovias. Mais que um acidente, é um alerta pro vivente que tem bichano: prenda bem o que é seu, que a vida de um cristão vale mais que toda a boiada. Nossas estradas, que levam alegrias e tristezas, precisam do cuidado de cada um pra não virar palco de pranto.
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