UMA MANHÃ DE CONSTERNAR
Mas bah, vivente! Em meio ao silêncio da manhã, quando o sol mal ensaiava aquecer a querência, um chamado estarrecedor chegou à Brigada Militar. Foi o cunhado da jovem prenda de 21 anos que, ao adentrar a residência no bairro Tancredo Neves, a avistou deitada sobre a cama. Mas não era um descanso comum. Na cena do triste causo, identificaram-se sinais de violência mais visíveis que marcas de arado na terra molhada: cortes pelo rosto e abdômen da guria. E pra rematar o quadro, roupas tingidas de sangue estavam largadas numa cadeira, contando uma história que o destino teimou em silenciar.
OS SUSSURROS DA VIZINHANÇA
No desenrolar desse drama de cores sombrias, quem tava de sobreaviso na cidade eram os policiais civis de Alegrete e os peritos lá de Santana do Livramento. O SAMU também deu as caras, mas já era tarde demais. Conforme as nuvens de curiosos se aglomeravam, histórias da vizinhança foram sopradas ao vento. O casal era mais conhecido que espeto em dia de churrasco na cidade, por pedir ajuda. Narrativa de desentendimentos frequentes rondava aqueles dois, que como formiga e açúcar, atraíam discussões. Dizem que na última sexta-feira, dia 25, a guria preferiu o silêncio e não quis registrar ocorrência, mesmo quando a Brigada lá esteve.
UMA ESPERANÇA DE JUSTIÇA
Agora, o compadre da jovem, considerado mais sumido que orelha de freira, não foi localizado. O cenário deixa pistas mais claras que lua cheia em noite de pampa, sugerindo a possibilidade de um crime de feminicídio, como disseram as más línguas. A Polícia Civil segue campeando respostas, tentando interpretar a melodia deste triste fim campestre. Sem confirmação oficial da causa da morte, o silêncio é a única companhia. Como canto do quero-quero, atualizações esperadas.
À medida que a investigação segue, a comunidade alegretense se une com um misto de tristeza e desejo de justiça. Esse causo nos lembra da fragilidade da vida e da importância de proteção e apoio aos nossos irmãos e irmãs de pago.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que se sensibiliza com histórias de justiça! Vamos espalhar a notícia pela nossa querência e além!









