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TRAGÉDIA na BR-116: Três guris do EXÉRCITO viram estrelas no céu gaúcho

Gurizada de farda, com sonhos mais altos que o Cerro do Jarau, partiu cedo demais quando seguia pra solenidade em Porto Alegre, deixando nossa querência em luto





Do quartel pro céu numa madrugada de inverno

Buenas, vivente! A manhã raiou mais cinzenta que geada em maio no nosso Rio Grande. Três guris, desses que escolheram a vida de farda e honra, partiram dessa terra antes do tempo. Eduardo Hoffmeister, Davi Adrian da Silva e Vitor Golfetto, com seus 18 e 19 janeiros apenas florescidos, tiveram o destino cortado mais ligeiro que laço em rodeio quando seu carro bateu contra a mureta dum viaduto na Avenida Getúlio Vargas, lá pelas bandas de São Leopoldo. O relógio nem bem marcava 3h45 da madrugada quando o silêncio foi quebrado pelo impacto que arremessou dois dos guris pra fora do veículo, como se o próprio vento minuano os levasse.

Quando o dever chama, o soldado atende

Os cinco milicos, mais novos que potrilhos de primavera, seguiam prontamente pro chamado do Comando Militar do Sul. Iam participar duma cerimônia de passagem de comando marcada pras 10h30 no 3º Regimento de Cavalaria de Guarda, na capital dos pampas. Mas o destino, esse gaudério imprevisível, tinha outros planos. Dois companheiros sobreviveram ao entrevero – Leopoldo dos Santos Staudt e Jailson dos Santos Gomes, ambos com 19 anos, ficaram mais quebrados que carreta em estrada de chão. Com fraturas múltiplas, foram levados às carreiras pro Hospital Centenário, onde os doutores já preparam as cirurgias pra tentar remendar o que o asfalto tentou levar.

A dor que corre nos campos do 18° Batalhão

O Comando do 18° Batalhão de Infantaria Motorizado, com a alma mais pesada que chuva de inverno, confirmou a perda dos seus. ‘O Exército lamenta o ocorrido e informa que está prestando assistência à família’, diz a nota oficial, seca como as palavras sempre são quando o coração tá apertado. Enquanto isso, o delegado André Serrão, da 3ª DPPA de São Leopoldo, já apeia na investigação. O caso segue como homicídio culposo – quando não há intenção de matar – e vai ter exames toxicológicos e de alcoolemia dos ocupantes do carro pra entender o que fez a madrugada virar luto.

Nestes campos do Sul, onde a vida já é dura por natureza, a partida desses três guris de farda deixa um vazio maior que campo sem gado. Eram soldados que mal começaram a marchar na vida e já foram chamados pro grande quartel do céu. Enquanto as famílias choram e o Exército presta continência derradeira, fica a reflexão sobre como nossas estradas seguem ceifando vidas jovens, deixando mais cruzes à beira do caminho do que deveria uma terra de tanta promessa. E Alegrete, que conhece bem a dor de perder seus filhos nas rodovias, se une em pensamento às famílias enlutadas.

Compartilha essa notícia com aquele compadre que serviu o Exército – pra que nunca esqueçamos de valorizar cada dia nessa terra!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/tragedia-na-br-116-tres-jovens-militares-morrem-a-caminho-de-solenidade-no-quartel/


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