Buenas, tchê! Proseando sobre os entreveros da carne gaúcha
Mas bah, tchê! O tarifaço que o Trump, aquele gringo de laço curto, tentou enforcar nossa exportação de carne acabou sendo mais inofensivo que cusco sem dente! A prosa que corria pelos galpões era que ia sobrar mais carne no pago brasileiro que sobra de churrasco em domingo de CTG. Com isso, os preços iam despencar mais ligeiro que bolita em ladeira. Mas quem apostou nessa lida acabou mais perdido que gringo em rodeio, porque o preço do assado continua mais salgado que salmoura de charque!
O tiro pela culatra do gaudério norte-americano
Os americanos, que eram parceiros fortes no negócio da carne, despencaram do segundo lugar para o sexto, mais ligeiro que pingo em dia de trovoada. Mas enquanto um portão se fechava, várias porteiras se escancaravam! A China, aquele dragão do outro lado do mundo, aumentou as compras em 41%, mais sedenta por nossa carne que tropeiro depois de lida comprida. E o México? Bah! Esses hermanos ampliaram as encomendas em mais de 250%, num pulo mais alto que ginete em Festa do Peão! De janeiro a agosto, as exportações de carne cresceram 34%, mostrando que nosso produto tem mais saída que água em seca braba.
O causo explicado pelo doutor da querência
O doutor Paulo Renato Rodrigues, economista cria da nossa Alegrete, deixou bem claro esse causo: ‘O tarifaço do Trump não era garantia de queda no preço do churrasco’, explicou o vivente, com a sabedoria de quem conhece os rodeios do mercado. ‘Temos menor oferta, mas a demanda segue firme como estaca de galpão. No médio prazo, isso pode até fazer o preço subir’, alertou. O doutor ainda proseou que a conquista desses novos compradores vai deixando o impacto americano mais fraco que mate de terceira água. Com a China e o México comprando feito gente grande, o produtor segue mais garantido que comida em festa de família gaúcha.
No fim das contas, os produtores seguem vendendo carne como quem vende sombra em dia de sol, mas o bolso do alegretense que vai ao açougue continua mais apertado que bombacha em dia de chuva. As pequenas quedas de preço que apareceram por aí foram mais insignificantes que pingo em temporal, não compensando a inflação acumulada que subiu mais que cavalo em disparada. Como diria o velho ditado da campanha: ‘Quem esperava alívio no preço do churrasco acabou com mais desapontamento que promessa de político em tempo de seca’.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que vive dizendo que a carne vai baixar de preço! Ele precisa saber que o assado do fim de semana vai seguir pesando no bolso!









