Tradição que nem bombacha em rodeio
Buenas, vivente! Tem certas coisas na vida que, por mais que a gurizada tente copiar, ficam mais diferentes que gringo em CTG. É o caso da nossa linguiça campeira, esse tesouro alegretense que faz qualquer gaudério lamber os bigodes de satisfação! Já são mais de 36 sabores diferentes desse manjar que saiu das churrasqueiras dos pampas para conquistar o Rio Grande inteiro e agora galopa firme Brasil afora. Por aqui, as mais de 20 agroindústrias que produzem essa preciosidade seguem crescendo mais ligeiro que potro em campo aberto.
Do pago para o mundo: o segredo que ninguém descobre
Com matéria-prima mais abundante que gado em estância boa e o título de Capital Nacional da Linguiça Campeira, os negócios dessa área só fazem crescer na nossa querência. A Casa de Carnes Santo Antônio, por exemplo, já manda suas linguiças para várias cidades gaúchas e até cruza as fronteiras do estado, levando nosso sabor campeiro para outros rincões do Brasil. Já o Mercado União se destacou como o único da cidade que produz a linguiça halal, comercializada para as comunidades árabes. Como diria o empresário Sidnei Radaeli, com a sinceridade de quem nasceu no pampa: ‘É como as bolachas do Nero: ninguém faz igual. Assim como os doces de Pelotas. São produtos que têm marca e sabor inigualáveis em nosso Estado’.
Do fogão de uma cidade para a mesa do Brasil
Mas bah, tchê! Esse setor já dá sustento para mais de 120 viventes do nosso município, numa tropa de agroindústrias que inclui Santo Antônio, Tâmbara, Casa do Frango, Dutra, Campeira, Empório Dutra, Mercado União, Ícaro, Boi Bom, Qualidade Gaúcha, Peruzzo, Blaklisi e CAAL. Cada uma com seu tempero, mas todas com o mesmo DNA alegretense que não se copia nem a pau! E o mais campeiro nisso tudo é que Alegrete saltou de um mercado consumidor de 73 mil pessoas para mais de 200 milhões – agora atendemos o Brasil inteirinho! Como bem lembrou o ex-prefeito Márcio Amaral, lá em 2022, quando nossa terra recebeu o título de Capital Estadual da Linguiça: ‘Quando Alegrete se credenciou para obter a certificação do SISB – Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal – e as empresas abraçaram essa ideia, o município deixou de atender apenas o mercado local para ganhar projeção nacional, valorizando nossas agroindústrias’. Depois disso, o deputado federal Afonso Motta completou a lida e elevou Alegrete ao título de Capital Nacional da Linguiça Campeira.
Em resumo, tchê, nossa linguiça campeira segue tão alegretense quanto o Parque Rui Ramos em dia de domingo! Um produto que carrega em cada mordida a tradição, o suor e o orgulho de um povo que sabe fazer como ninguém. E enquanto existir gente com paixão por sabores únicos, a linguiça de Alegrete seguirá sendo um pedaço dos pampas na mesa dos brasileiros, gerando empregos, renda e muito orgulho para nossa querência amada.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que vive dizendo que só em sua cidade se faz comida boa! Manda pra ele ver que em Alegrete a linguiça é mais tradicional que chimarrão em roda de prosa!









